Cristóvão deixa o comando do Vasco

Depois de pouco mais de um ano como técnico do Vasco, Cristóvão Borges pediu demissão ontem, um dia após a vexatória goleada para o Bahia, em São Januário, por 4 a 0. O presidente Roberto Dinamite tentou argumentar para manter o treinador, mas não conseguiu. A pressão da torcida foi determinante. Cristóvão, que era auxiliar de Ricardo Gomes, assumiu o Vasco em 28 de agosto de 2011, depois do acidente vascular cerebral (AVC) sofrido pelo amigo. Como técnico, foi vice-campeão Brasileiro e chegou à semifinal da Copa Sul-Americana.

RIO, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 03h05

"Deixo aqui meu agradecimento a tudo que essa torcida proporcionou a mim enquanto estive aqui. Eles torcem e gostam, mas nem sempre concordam", disse ontem Cristóvão. "Tomei essa decisão sozinho.Não ouvi a minha família nem o Ricardo. A diretoria também tentou conversar. Mas sou eu que estou vivendo esse momento, achei que essa fosse a hora."

O treinador e o presidente do clube, Roberto Dinamite, foram os principais alvos da torcida após a goleada para o Bahia. "Deixo meu agradecimento especial ao grupo de jogadores. Eles são maravilhosos, acredito neles e sei que vão dar a volta como já fizeram", disse. "Vida que segue, vamos continuar trabalhando."

Ele dirigiu a equipe em 78 partidas, com 41 vitórias,18 empates e 19 derrotas.

À frente do Vasco, Cristóvão sofreu com a transferência de jogadores durante o Brasileiro. Saíram o lateral-direito Fagner, o volante Rômulo e o meia Diego Souza e foram contratados Auremir e William Matheus. Depois de brigar pela liderança durante quase todo o primeiro turno, o Vasco conseguiu apenas uma vitória nos últimos oito jogos.

Gaúcho, auxiliar de Cristóvão, comanda a equipe interinamente no jogo contra o Palmeiras, amanhã, em São Januário. A diretoria quer acertar com um novo treinador até a partida contra o Cruzeiro, no domingo, em Varginha (MG).

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