Cruzeiro abre boa vantagem sobre Grêmio

O 3 a 1 foi marcado pela acusação de racismo do gremista Maxi López

Bruno Deiro, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

Em um Mineirão lotado, o Cruzeiro bateu ontem o Grêmio por 3 a 1 e conseguiu boa vantagem na semifinal brasileira da Libertadores. O duelo, porém, foi marcado por um fato que pouco tem a ver com o futebol. Após ser substituído no segundo tempo, o volante Elicarlos, do Cruzeiro, acusou de racismo o atacante gremista Maxi López. "Ele me chamou de ?macaco? após um lance e eu e o Wagner fomos para cima dele. Pretendo tomar providências", avisou. Depois do jogo, Elicarlos prestou depoimento à polícia, que impediu o ônibus do Grêmio de deixar o Mineirão. Após muita confusão, toda a delegação do time gaúcho decidiu descer do veículo e acompanhar o atacante na ida à delegacia do estádio para fazer o depoimento. Ao deixar o gramado, Maxi López não confirmou o fato, mas desconversou sobre a ofensa ao adversário. "Cada um defende seu time e falamos qualquer coisa", disse o atacante. "Ele não disse absolutamente nada. Isto é uma acusação forjada pelos ?Perrelas? da vida, que mais uma vez estão prestando um desserviço ao futebol brasileiro", acusou André Krieger, diretor de futebol do Grêmio, referindo-se à família que comanda o Cruzeiro. O incidente esquentou ainda mais o clima para a segunda partida, em que os mineiros entrarão com boa vantagem. O Cruzeiro usou a força de mais de 50 mil torcedores e a eficiência de seu ataque para ficar mais perto do tricampeonato na Libertadores. Aproveitando as poucas chances criadas, chegou a estar vencendo por 3 a 0, com gols de Wellington Paulista, Wagner e Fabinho. A comemoração da torcida cruzeirense só não foi maior porque o time gaúcho conseguiu descontar com Souza, a onze minutos do fim. O resultado permite aos mineiros perderem por até 1 a 0 no jogo de volta, dia 2 de julho, em Porto Alegre, para irem à decisão. Na outra semifinal, o argentino Estudiantes recebe hoje o Nacional.

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