Cruzeiro bate Vôlei Futuro e está na final

Após semifinal cheia de polêmicas, time mineiro garante vaga em decisão inédita contra o Sesi, dia 24, no Mineirinho

, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2011 | 00h00

O Sada/Cruzeiro superou a pressão extraquadra e não deu chances para o Vôlei Futuro: impôs uma vitória por 3 sets a 0 (25/22, 25/23 e 25/20) e garantiu, pela primeira vez, um lugar na final da Superliga Masculina. Na decisão, o rival Sesi também briga por título inédito, mas a equipe cruzeirense sai em vantagem: o jogo único será disputado no Ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, dia 24.

Cruzeiro e Vôlei Futuro deram capítulo final, ontem, a uma disputa que extrapolou o embate esportivo. O time mineiro foi punido, com uma multa de R$ 50 mil, por "ato de homofobia". Na primeira partida da série melhor de três das semifinais, a torcida cruzeirense que lotou o mesmo Ginásio do Riacho, em Contagem, ofendeu o meio de rede Michael, do time rival, com palavras como "bicha" e "gay". Na ocasião, a equipe da casa acabou com a vitória por 3 sets a 2.

O empate veio no último sábado, com o Vôlei Futuro vencendo o jogo disputado em Araçatuba, também pelo placar de 3 sets a 2. O Ginásio Plácido Rocha, no interior paulista, ficou colorido, em apoio a Michael, que acabou assumindo ser homossexual. E, ao contrário do que o Vôlei Futuro esperava, a punição da Justiça esportiva não interferiu no mando de quadra do rival. O jogo decisivo foi, então, realizado na mesma cidade mineira.

Apoio. Diferentemente do que ocorreu na primeira partida, a torcida do Cruzeiro não fez ataques direitos a Michael, embora as vaias subissem de tom sempre que o meio de rede do Vôlei Futuro se preparava para o saque. Algumas vezes, porém, gritou o nome de Richarlyson, jogador do rival Atlético-MG que teve sua opção sexual colocada em debate quando atuava no São Paulo. Algumas faixas, com discursos que combatiam o preconceito de cunho sexual, foram colocadas no ginásio.

Em quadra, o domínio foi todo do Cruzeiro. O Vôlei Futuro demonstrou nervosismo e abusou dos erros - não ameaçou o adversário no placar. O técnico mineiro, Marcelo Mendez, resumiu a atuação da sua equipe. "A vitória foi fruto de muita raça e força interior."

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