Cruzeiro elimina o Sesi e vai em busca do bi

Mineiros derrotam os paulistas por 3 sets a 0, fecham a série em 2 a 0 e fazem sua terceira final consecutiva da Superliga

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2013 | 02h05

O Sada/Cruzeiro vai brigar pelo bicampeonato da Superliga masculina. Os mineiros venceram o Sesi por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/23 e 36 /34, na manhã de ontem, no ginásio da Vila Leopoldina, fecharam a série semifinal em 2 a 0 e se garantiram na final. O campeão será definido em jogo único, dia 14 de abril.

"Todos estão de parabéns. A gente treina em função de ganhar títulos. O nosso grupo tem uma mentalidade vencedora. Vamos rumo ao bicampeonato", avisou o levantador William, que foi um dos destaques da equipe do técnico Marcelo Mendez.

O primeiro set foi equilibrado. O Sada/Cruzeiro começou melhor e abriu 6 a 2 em um ponto de saque do cubano Leal. O Sesi acordou e, com uma boa variação de jogadas do levantador Sandro e uma ótima atuação do oposto Lorena, se aproximou na contagem.

A parcial ficou paralisada alguns minutos por causa de um lance inusitado: Sandro tentou salvar uma bola com o pé, quase derrubou o árbitro de cadeira e rasgou a rede ao se segurar nela.

Após a rede ser remendada, o Cruzeiro retornou mais concentrado, voltou a abrir vantagem - o placar apontava 15 a 13 para os mineiros antes da interrupção - e fechou o set, com um saque de Lorena para fora, em 25 a 22.

O Sesi queria sobreviver na série semifinal e, por isso, voltou com tudo para o segundo set. Com o canhoto Lorena inspirado e Murilo mais efetivo, o time paulista abriu vantagem no começo da parcial: 10 a 7.

O problema é que o líbero Serginho jogava no sacrifício. O jogador da seleção estava sentindo muitas dores na região lombar, tinha até dificuldade para andar, mas não quis deixar a quadra.

O Cruzeiro se aproveitou. Claro que não foi apenas isso que definiu a virada. O levantador William passou a variar as jogadas, deixando os atacantes sempre em vantagem para superar o bloqueio ou explorá-lo.

Os mineiros passaram à frente em 17 a 16 e, apesar de o Sesi igualar em 19, venceram também o segundo set por 25 a 23, em um ataque do oposto Wallace, que tocou no bloqueio e foi para fora.

Dramático. Era tudo ou nada para o Sesi. E o terceiro set foi sensacional. Os paulistas começaram em vantagem graças a Lorena, que, mesmo sentindo câimbras, continuava eficiente no ataque. Os mineiros equilibraram.

Os anfitriões perderam Sidão, lesionado, mas continuaram lutando muito com o reserva Mão em destaque. Os times se alternaram na liderança do placar até que o Cruzeiro fechou o set em 36 a 34 em um ataque para fora de Mão, o jogo em 3 sets a 0 e a série semifinal em 2 a 0.

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