Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

Com ajuda de Cuba, Brasil praticamente garante 3º lugar no Pan

País caribenho deixou escapar medalhas de ouro no boxe

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

25 de julho de 2015 | 00h33

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) concedeu entrevista coletiva no fim da manhã desta sexta-feira em Toronto para fazer um balanço da campanha do "Time Brasil" nos Jogos Pan-Americanos e já comentou sobre a terceira posição no quadro de medalhas. À noite, Cuba ajudou para que este cenário se concretize. Afinal, perdeu duas das cinco finais do boxe.

O pugilismo era a principal chance de Cuba terminar o Pan de Toronto à frente do Brasil no quadro de medalhas. Afinal, os cubanos chegaram a 10 finais. Mesmo que faturem as cinco medalhas de ouro deste sábado e ganhem o heptatlo feminino, no qual Yorgelis Rodríguez é favorita, os cubanos alcançariam 37 medalhas de ouro. Em outras disputas, os cubanos são zebra.

Enquanto isso, o Brasil, já com 35 medalhas douradas, vê boas perspectivas para as últimas 30 horas de competições em Toronto. Disputa as finais de handebol, vôlei e basquete masculino, além do futebol e vôlei feminino. Também tem esperanças no tênis de mesa, maratona masculina e hipismo saltos, além de ser azarão em competições como o ciclismo de estrada e nos revezamentos do atletismo.

Nesta sexta-feira, o dia foi muito mais de Cuba do que do Brasil. Os caribenhos confirmaram o favoritismo no salto triplo (com Pedro Pablo Pichardo) e no disco (Denia Caballero), provas nas quais seus atletas lideram o ranking mundial. No boxe, ganhou três de ouro, mas deixou escapar duas. Uma para o México, outra para o Canadá.

Enquanto isso, o Brasil fecha o dia com irrisórias três medalhas. Ganhou no handebol feminino, no qual era mesmo favoritíssimo ao ouro, e faturou um surpreendente bronze na equipe feminina de espada, na esgrima. Também Julio Cesar de Oliveira se destacou, com o bronze no dardo.

Mas diversas outras chances escaparam, principalmente no atletismo. Juliana dos Santos (3.000 metros com obstáculos), Thiago André (1.500 metros), Keila Costa (salto em distância), Fernanda Martins (disco), Andressa de Morais (disco) e Jefferson Sabino (salto triplo) tinham condições reais de irem ao pódio.

BRIGAS

Os Estados Unidos não serão mais alcançados no alto do quadro de medalhas. Só nesta sexta-feira os norte-americanos ganharam nove medalhas de ouro. O Canadá faturou apenas três, o que faz com que a diferença entre os dois países do norte das Américas fiquem separados por 20 medalhas douradas.

No quadro qualitativo (que conta primeiro as medalhas de ouro), as sete primeiras posições já parecem definidas. Brasil em terceiro (35), Cuba em quarto (31), Colômbia em quinto (26), México em sexto (19) e Argentina em sétimo (12).

Já pelo total de medalhas a briga pelo quarto lugar está completamente aberta. Cuba passou o México e foi a 87, enquanto que os mexicanos têm 85 após ganharem cinco apenas no raquetebol (modalidade não-olímpica). A Argentina somou seis medalhas e, com 69, deve mesmo disputar a sexta posição com a Colômbia, que também tem 69.

PENÚLTIMO DIA - Como costuma sempre acontecer em Jogos Pan-Americanos, o Brasil tem promessa de uma boa reta final. Neste sábado, joga as finais do basquete masculino (às 17h30 de Brasília, contra o Canadá), do futebol feminino (às 19h35, contra a Colômbia), do handebol masculino (às 21 horas, diante da Argentina) e do vôlei feminino (às 21h30, frente aos Estados Unidos). Ainda briga pelo bronze no hóquei sobre a grama masculino (às 18 horas, contra o Chile) e no futebol masculino (às 14h05, diante do Panamá).

Neste sábado, o Brasil também tem chances de ir ao pódio no ciclismo de estrada masculino e feminino, na disputa individual de saltos do hipismo (Eduardo Menezes lidera), nas equipes de florete na esgrima e no tênis de mesa (cinco brasileiros estão nas quartas de final). No caratê, cinco brasileiros competem.

Nas últimas disputas do atletismo, o Brasil tenta manter a hegemonia na maratona masculina, que vem desde 1999. O País ainda faz três finais de revezamento e compete nos 1.500 metros para mulheres, 5.000 metros e salto em altura masculino. Vanessa Spínola chega às últimas três provas do heptatlo em segundo.

 

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