Cuba oferece ajuda ao Rio nas obras do Pan-Americano

Ciente da inexperiência do Brasil no beisebol e softbol, Cuba ofereceu assessoria técnica aos organizadores do Pan para a construção das arenas dessas modalidades, que serão usadas durante os Jogos no Rio, entre os dias 13 e 29 de julho. O socorro foi ofertado durante a primeira visita da delegação cubana às dependências da disputa continental, nesta quarta-feira, no Complexo Esportivo do Autódromo de Jacarepaguá.?O beisebol para nós é como o futebol para os brasileiros. Temos muita experiência neste esporte?, disse o diretor-técnico do Comitê Olímpico de Cuba (COC), René Pérez Hernández, que veio ao Rio acompanhado dos diretores de Imprensa, Pedro Cabrera Isidrón, e de Relações Internacionais e Protocolo, Alfredo Casaña Menes, além do Chefe de Segurança, Sergio Luis Vigoa Urrutia.As disputas do beisebol e softbol durante o Pan irão ocorrer em instalações temporárias, erguidas na Cidade do Rock. Os dirigentes temem principalmente que a falta de experiência possa prejudicar a construção do campo, considerado por eles o diferencial nesse tipo de evento.As demais obras dos Jogos foram elogiadas pelos cubanos. O diretor-técnico do COC destacou o empenho da organização carioca e fez uma previsão otimista do Pan de 2007. ?Estamos vendo o tremendo esforço do Brasil para realizar os Jogos. Algumas obras estão muito avançadas, outras em tempo, e acredito que todas ficarão prontas?, afirmou Hernandéz.Segundo colocado na última edição dos Jogos, em Santo Domingo (2003), com um total de 152 medalhas - 72 de ouro, 41 de prata e 39 de bronze -, Cuba virá com a equipe principal para a disputa do Pan no Rio. O diretor-técnico cubano assegurou a presença de pelo menos 500 atletas, em uma delegação de cerca de 700 pessoas.?Para nós, o Pan-Americano é a competição mais importante neste ano de preparação para a Olimpíada de Pequim. Participaremos com nossas melhores equipes, inclusive com os campeões olímpicos?, disse Hernández.TransmissãoO Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos (CO-Rio) escolheu a empresa Sportfive para negociar a venda dos direitos de transmissão das competições para o mercado internacional. O principal objetivo é o de despertar interesse nos países europeus, além dos Estados Unidos.Os organizadores acreditam que a exposição do Rio ajudará a melhorar a imagem do País durante a disputa do direito de ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.?Os Jogos Pan-Americanos de 2007 serão um dos maiores eventos do calendário esportivo e nós contamos com a Sportfive para negociar com os veículos de rádio e TV do exterior, garantindo a exposição dos Jogos na mídia internacional?, explicou o presidente do CO-Rio, Carlos Arthur Nuzman.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.