Cubano desertor do handebol estava escondido em Itapira

Rafael Capote havia sumido após dar entrevista para a TV e já voltou para São Caetano do Sul

31 de julho de 2007 | 18h15

Com o fim dos Jogos Pan-Americanos e a volta da delegação cubana para seu país, o primeiro dos atletas que desertou do grupo reapareceu. Rafael Capote esteve escondido na cidade de Itapira, a 173 quilômetros da capital paulista, e voltou nesta semana para São Caetano do Sul, onde começará a treinar com o time do Imes, para disputar a fase final do Campeonato Paulista de handebol.Aos 19 anos e após 13 dias longe da imprensa, Capote contou com a ajuda do capitão do time, Luiz Carlos de Araújo Junior, que é da cidade. Neste período, ficou entre um apartamento e uma chácara. "Agora estou mais tranqüilo para acertar minha situação", disse o jogador, em entrevista ao jornal O Impacto, de Mogi-Mirim. "É claro que bateu uma saudade, uma vontade de jogar, mas é preciso entender que optei por um futuro melhor. Espero que seja assim", afirma.Agora, o cubano tenta conseguir o asilo político, o que lhe permitiria morar no País e trabalhar. Até lá, ficará na casa onde o Imes aloja seus jogadores e treinando. Tímido, Capote não teme o fato de não poder mais voltar para casa e ver sua família, que reside numa cidade próxima à capital Havana. Ele se diz até estar se adaptando rápido ao Brasil: já gosta de futebol e torce para o São Paulo.Represália do governoO governo cubano acertou um contra-golpe nos boxeadores chamados pelo presidente Fidel Castro de "traidores" por terem desertado da delegação nos Jogos Pan-Americanos do Rio. Casas, carros, entre outros objetos dados a familiares dos pugilistas por seus bons resultados em várias competições internacionais foram confiscados.

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