Cubano desertor faz estreia no profissional nos EUA

Guillermo Rigondeaux deixou Pan do Rio, acabou deportado, mas fugiu da Ilha em fevereiro

Wilson Baldini Jr., O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

O cubano Guillermo Rigondeaux dará início ao seu sonho de conquistar um título mundial no boxe profissional, dia 22, no ringue do Hotel Fontainbleau, em Miami, Estados Unidos, quando terá pela frente o dominicano Augusto Jimenez. Bicampeão olímpico (2000 e 2004), bicampeão mundial (2001 e 2005) e sete vezes o melhor peso galo de Cuba (2000 a 2006), Rigondeaux desertou da equipe cubana nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Acabou preso pela polícia carioca e deportado para Cuba. Apesar do líder Fidel Castro negar qualquer punição a Rigondeaux, o fato é que o pugilista nunca mais pôde lutar em seu país. Com graves problemas financeiros, casado e pai de uma criança de sete anos, Rigondeaux voltou a fugir em fevereiro, depois de dizer para a mulher que iria visitar a mãe. Nunca mais retornou e uma semana depois apareceu em Berlim, na Alemanha.Rigondeaux assinou contrato com a Arena Box-Promotion, famosa empresa alemã, que já seduzira outros grandes boxeadores cubanos como Odlanier Solis, Yuriorkis Gamboa e Yan Barthelemy, que deixaram a delegação cubana durante uma excursão à Venezuela em 2006. Outro que também está com os cartolas alemães é Erislandy Lara, que fugiu com Rigondeaux durante o Pan do Rio.Todos eles estão com suas carreiras bem programadas e possuem grandes chances de conquistar um título mundial em breve.Rigondeaux, de 28 anos, sabe que terá de acelerar seu projeto. Se conseguir repetir o que fez como amador, o cubano não vai demorar para acumular cinturões. Foram 475 vitórias e apenas 12 derrotas em mais de 15 anos. Segundo seus empresários, Rigondeaux deve fazer uma luta a cada 20 dias. Na programação prévia, um combate pelo cinturão pode ocorrer dentro de 18 meses, caso nenhuma derrota adie os sonhos do pugilista.A debandada cubana nos últimos anos causou sérios problemas no desempenho do país nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. Nenhuma medalha de ouro foi conquistada. Apenas quatro de prata e quatro de bronze. O que fez a Ilha ficar apenas na 28ª lugar no quadro de medalhas. NÚMEROS DO CUBANO475 vitórias como amador 12 derrotas em 15 anos de carreira2 medalhas de ouroolímpicas (2000 e 2004)2 títulosmundiais (2001 e 2005)

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