Cuca monta grandes times, mas coleciona poucos títulos

Os troféus mais valiosos do técnico são estaduais, mas os 'esquadrões' incluem Botafogo, Cruzeiro e São Paulo

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2012 | 03h05

A marca mais importante da carreira de Cuca são os times que montou, não os troféus que ergueu. Seus títulos importantes foram o Campeonato Carioca de 2009 com o Flamengo e o Mineiro desse ano com o Atlético. A lista de equipes de nível vai mais longe: o Goiás, de 2003; o São Paulo, em 2004, quando montou a base que seria campeã da Libertadores e do Mundial Interclubes no ano seguinte; o Botafogo, de 2006 a 2008; o Cruzeiro, vice-campeão brasileiro de 2010.

O Atlético de 2012 pode entrar nessa lista. Diferentemente dos anos anteriores, o time só contratou para as posições deficientes. Trouxe Ronaldinho, Júnior César, Jô e Victor. A ideia era formar um elenco vencedor, que não trouxesse na memória os perrengues como aqueles que o Galo vivera nos últimos anos, quando brigou para não cair.

Ronaldinho joga na sua, como meia e cérebro do time (no Flamengo, chegou a jogar como atacante, de costas para o gol). Ele veio para ser o craque de um time bem montado. Os volantes só marcam e quem avança são os laterais Junior César e Marcos Rocha. Danilinho e Bernard atacam e defendem, como Jorge Henrique fez em sua fase áurea no Corinthians. Jô é a referência na área. Além disso, o banco de reservas é recheado: Richarlysson, Escudero, Rafael Marques, Serginho, Guilherme.

"Ronaldinho consegue fazer o Bernard aparecer, o Guilherme entrar na diagonal, o Danilinho se aproximar e o Jô fazer a referência. Tem os volantes que correm atrás para reforçar os lados. A gente está bem servido", afirmou o técnico Cuca.

O Atlético corre atrás de um substituto para o atacante André, que foi para o Santos. Deve ser Leonardo, do Coritiba. /G. Jr.

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