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Cunhados ligados a fraude na CBDA tratam denúncia como 'lamentável equívoco'

André Perego Fiore e Sérgio de Alexandre Weyand classificam como "lamentável equívoco".

Estadão Conteúdo

25 Outubro 2016 | 18h07

Acusados de envolvimento nas supostas fraudes que determinaram a decisão pelo afastamento de Coaracy Nunes da presidência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), André Perego Fiore e Sérgio de Alexandre Weyand soltaram comunicado conjunto nesta terça-feira para comentar as denúncias, que os cunhados classificam como "lamentável equívoco".

"Qualquer ato ou procedimento que não esteja em conformidade com as leis que regem nosso país, e que estejam sendo a nós imputados pelo Ministério Público Federal, não condizem com a história das empresas e a vida pessoal e pública de André Perego Fiore e Sérgio de Alexandre Weyand. Acreditamos na Justiça e estamos sempre à disposição, contribuindo para que a verdade prevaleça. Comprometemo-nos a prestar maiores esclarecimentos sobre o lamentável equívoco que está ocorrendo", afirmam.

Fiore e Weynd reclamam que até agora não tiveram conhecimento do conteúdo da ação e das acusações feitas pelo Ministério Público Federal e que esclarecerão o caso "tão logo tenham acesso aos termos da ação proposta."

A reclamação é a mesma da CBDA, que, nesta terça-feira, se pronunciou por meio do seu advogado, Marcelo Franklin. Ele também alegou que a entidade não teve acesso ao processo e, por isso, não pôde se defender.

A decisão liminar foi do juiz federal Heraldo Garcia Vitta, da 21ª Vara Federal Cível de São Paulo, se dá após uma ação de improbidade administrativa proposta pelo MPF relativa a um convênio firmado entre o Ministério dos Esportes e a CBDA, que tinha a finalidade de adquirir determinados equipamentos para as modalidades olímpicas de maratonas aquáticas, nado sincronizado e polo aquático, na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.

Do total de R$ 1,56 milhão, 79% foram pagos a uma empresa de fachada, a Natação Comércio de Artigos Esportivos. No endereço onde a sede está registrada funciona um pet shop, no Alto da Lapa, zona oeste de São Paulo. O imóvel pertence a Haller Ramos de Freitas Junior, que já foi sócio da firma, supostamente fantasma. Embora a Natação esteja oficialmente sob administração de José Nilton Cabral da Rocha, as investigações apontam Haller como o responsável pela empresa.

As empresas de Weyand e Fiore concorreram entre elas e contra empresas ligadas a Haller na licitação vencida pela Natação Comércio de Artigos Esportivos. Também apresentaram propostas uma microempresa que leva o nome de Haller e a Competitor Comércio de Produtos para Piscinas Esportivas tem a mulher de Haller, Mônica Ramos de Freitas, como sócia.

Das cinco empresas participantes, três - Haller, Competitor e Natação - foram apontadas como vencedoras. Desclassificadas, os itens atribuídos às concorrentes Haller e Competitor foram repassados à Natação. Os valores das propostas não foram divulgados pela CBDA, que também não informou se uma nova cotação foi realizada antes da decisão final.

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