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Curitiba recebe ginastas como heroínas

Nenhuma delas trazia no peito medalha olímpica, mas a sensação de dever cumprido tornou a festa da chegada das ginastas femininas a Curitiba bastante calorosa. Causando, inclusive, surpresa nas seis meninas - Ana Paula Rodrigues, Camila Comin, Caroline Molinari, Daiane dos Santos, Daniele Hypolito e Laís Silva - que desembarcaram às 12h30, duas horas após o horário previsto. "A gente não esperava tudo isso", afirmou Daiane, que apenas conseguia gritar "obrigado" para cerca de 300 pessoas que se aglomeravam no saguão do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A maioria eram crianças que, como elas, continuam sonhando com uma medalha olímpica. "Eu quero ser igual à Daiane", diz Flávia Cavalheiro, de 8 anos, que este ano começou a treinar no Centro de Excelência em Curitiba. "Ela é muito boa", reforça sua prima Natália Cavalheiro, de 6 anos, também ginasta do futuro. O pai de Natália e tio de Flávia, Cleverson, até se emociona. "Independente de ser profissão ou não, a motivação, a disciplina, a aplicação delas já é importante", acentua. A chegada das ginastas levantou um único grito de saudação. No meio de todos, Magda dos Santos, mãe de Daiane, não se contém. "Ela se superou e me surpreendeu", elogia. Mais recatado, o pai, Moacir, diz que a filha cumpriu bem o papel. Ele apoiou a decisão dela em escolher a série mais ousada. "Uma campeã tem que ousar", diz. "Apenas não deu certo." Os dois também foram cercados pelas meninas que têm Daiane e suas companheiras como ídolos. Querem autógrafos. "Sou uma mãe normal. A única diferença é ela (Daiane)", repete Magda. No aeroporto as ginastas receberam ofício da ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, extensiva a toda a delegação que esteve em Atenas. "O esforço de vocês mostrando ao mundo que a garra dos brasileiros é capaz já é uma vitória na história de uma equipe que tanto treinou, sofreu com a expectativa e com a saudade", diz a ministra. Outro, especial, foi entregue a Daiane. "Você é ouro", afirma Matilde. O ofício é recheado de elogios à atleta de 21 anos. "Você continuará sendo, para milhares de meninas e meninos negros, símbolo de coragem e de garra", acentua. Como os melhores heróis nacionais, as ginastas desfilaram em um carro do Corpo de Bombeiros, sendo saudadas com entusiasmo até o centro de Curitiba. Não faltaram trio elétrico, bandeiras, faixas de saudação, fogos de artifício e até papel picado ao atravessarem a Avenida Marechal Deodoro, a mais central da capital paranaense. Facilmente reconhecidas em cima do carro, respondiam aos acenos. No Hotel Rayon, onde concederiam entrevista, uma recepção de gala, com tapete vermelho e clarins. Enquanto os funcionários do hotel as saudavam com palmas e músicas, as seis ginastas foram agraciadas com medalhas.

Agencia Estado,

26 Agosto 2004 | 17h07

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