Daiane dos Santos vai estrear o "tsukahara" em São Paulo

Para ganhar mais pontos e chegar ao ouro no solo na Super Final da Copa do Mundo de Ginástica Artística, Daiane dos Santos exibirá um novo elemento: o tsukahara esticado - uma pirueta com duplo mortal esticado. A competição que terá a participação de 25 países e reúne os oito melhores atletas por aparelho será sábado e domingo, no Ginásio do Ibirapuera. ?Só duas ginastas no mundo fizeram esse elemento. Comecei a treinar essa acrobacia depois do Mundial?, conta a ginasta com novo visual, com os cabelos alisados. A ginasta não nega que o novo elemento lhe causa frio na barriga.?Será a primeira vez que vou mostrar para as pessoas. Mas o elemento está bem seguro?, garante. Além disso, ela conta que os árbitros estão mais rigorosos e os descontos das notas são mais altos. Antes, uma queda descontava 0,5. Agora, diminuem 0,8. ?Por isso muitos ginastas têm optado por séries mais fáceis com medo do desconto?, diz.Na final do solo, ela terá uma adversária nada fácil. É a chinesa Fei Cheng, campeã mundial. Além do solo, ela também é a melhor do planeta no salto. ?Não tem nem o que falar dela. Ela é a campeã mundial. Pegamos pedreira. Vamos dar nosso melhor?, afirma.No torneio, só participam os atletas que somaram o maior número de pontos em dois anos (2005/2006) nas etapas da Copa do Mundo. Os oito melhores do mundo em cada aparelho apresentam-se uma vez só, o que traz um desgaste menor para os atletas. ?Foram dois anos para se manter entre os oito melhores. A competição é menos cansativa porque não tem eliminatória. Mas é difícil, porque só temos uma chance. Tenho 1min30s para fazer tudo.? A cobrança por competir em casa aumenta, segunda a atleta. ?A responsabilidade é maior, porque estou perto do meu povo. A pressão aumenta. Espero que o ginásio lote?, pede ela. No ano passado, na etapa da Copa do Mundo, realizada no mesmo local, Daiane foi embalada pelo aplauso do público quando a música parou no meio da sua apresentação. ?Lembro que a gente mal conseguia entrar direito no ginásio, aquela gritaria. Me senti como um jogador de futebol.? Na decisão, Daiane terá mais duas brasileiras ao seu lado. Daniele Hypólito e Laís Souza. Pela primeira vez, três atletas do País vão à final do mesmo aparelho. ?Só é uma pena que as três não possam ganhar medalha?, diz Daniele. No regulamento, apenas duas atletas de cada País podem subir no pódio.Daniele será a atleta brasileira com o maior número de finais. Ela disputa a Super Final pela terceira vez em sua carreira - na última edição, em Birmingham, Inglaterra/2004, Daiane e Diego Hypólito foram campeões no solo. ?Isso mostra a evolução da ginástica brasileira. Na primeira vez (final da Copa do Mundo), fui sozinha, depois com meu irmão e Daiane. Agora, somos nós quatro?, diz Daniele, que fará outras duas finais: trave e assimétricas.

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