Daniel Zappe/Exemplus/CPB
Daniel Zappe/Exemplus/CPB

Dançarinos com réplicas de fuzis marcam abertura do Mundial de Atletismo em Dubai

Evento paralímpico começou nesta quinta-feira e vai até dia 15 nos Emirados Árabes

João Prata, enviado a Dubai, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2019 | 13h53

A cerimônia de abertura do Mundial de Atletismo Paralímpico em Dubai realizada nesta quinta-feira contou com os discursos protocolares, apresentações típicas do país, crianças vestidas em trajes árabes e sem a presença dos atletas. Thani Juma Berregad, presidente do Comitê Organizador Local, e Mohamed Alhameli, membro do conselho do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), falaram por mais de meia hora sem tradução.

Logo em seguida meninas entraram por um lado e meninos por outro em uma apresentação que aconteceu no Dubai Club, um estádio destinado ao treinamento de atletas paralímpicos. Homens vestidos com túnica branca apareceram na sequência e fizeram malabarismos com réplicas de fuzis e chicotes. 

Cerca de 1.400 atletas de 120 países competem em 172 provas no Mundial de Dubai 2019. O time verde-amarelo conta com 43 representantes de 17 estados e do Distrito Federal. É a maior delegação da história do País nesta competição. A meta é ultrapassar o desempenho de Lyon-2013, quando o País teve seu melhor desempenho ao terminar na terceira colocação na classificação geral com 40 medalhas, sendo 16 de ouro. Na ocasião, o Brasil levou 35 atletas e 24 subiram ao pódio. O evento é realizado no Dubai Club for People of Determination até o dia 15 de novembro. 

A média de idade dos atletas brasileiros que estão em Dubai é de 28,6 anos. A paulista Beth Gomes, de 54 anos, é a mais velha e vai a Dubai em busca do ouro. Ela bateu o recorde mundial no lançamento de disco e vem de dois primeiros lugares no Parapan de Lima. Ganhou também no arremesso de peso. Beth tem esclerose múltipla e compete na classe F52.

O caçula da delegação é Christian Gabriel, de 17 anos, promessa brasileira nos eventos de velocidade da classe T37 (paralisados cerebrais). Ele vem de dois ouros conquistados no Mundial Sub-17. Os 43 atletas estão divididos entre 29 homens e 14 mulheres. Por deficiência, a equipe brasileira é composta por 25 pessoas com limitações físicas, 17 deficientes visuais e um deficiente intelectual. Doze atletas-guia completam o time.

 

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