Danica diz não desejar atenção especial por ser mulher

A presença de três mulheres no grid de largada - a brasileira Bia Figueiredo, a norte-americana Danica Patrick e a suíça Simona de Silvestro - é uma das principais atrações da Fórmula Indy. Apesar disso, Danica, um dos poucos casos de presença feminina no automobilismo, revelou certa insatisfação por ser um dos chamarizes da categoria.

LEANDRO SILVEIRA, Agência Estado

30 de abril de 2011 | 12h58

Assim, Danica revelou que evita utilizar cores mais ligadas ao universo das mulheres, como a rosa, e busca interagir com os outros pilotos. "Acho que o importante é ser sempre séria. Sempre tentamos nos misturar e ser pilotos como os outros. Não é bom se separar de algum modo. Evito usar cor de rosa, por exemplo, não quero que me ressaltem como mulher. Isso não pode ser usado como uma desculpa", afirmou.

Danica compete na Fórmula Indy desde 2005 e conquistou uma única vitória na categoria em 2008, na etapa de Motegi, no Japão. Para a prova de São Paulo, que será realizada no domingo no circuito de rua do Anhembi, a piloto norte-americana tem expectativas mais modestas. Ela revelou que o principal objetivo será ficar afastada das confusões e acidentes. Assim, aposta em uma estratégia mais cautelosa para terminar a corrida em uma boa colocação.

"Quando era mais jovem, eu dirigia com um estilo mais pesado. Hoje, penso mais. Acho que será um fim de semana bom. Com o passar do tempo, aprendi qual é o momento certo de arriscar. Acredito nos meus instintos para saber quando arriscar. A corrida é longa e é preciso saber o momento certo de arriscar", comentou.

Tudo o que sabemos sobre:
Fórmula IndyDanica Patrick

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.