Danica Patrick: veloz, bonita, mas sem resultado

Primeira mulher a vencer na categoria, americana tem andado longe do pódio e começa a pensar em ir para a Nascar

Almir Leite e Milton Pazzi Jr., O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Danica Patrick gosta mesmo de correr. Ontem, no início da tarde, decidiu dar uma volta de reconhecimento do circuito do Anhembi, colocou alguns mecânicos da sua equipe, a Andretti, em um carrinho de golfe e saiu em disparada. Por vezes freou dentro das curvas, assustando os "mecas"" e também algumas pessoas que andavam pela pista. Depois, saiu correndo para uma coletiva. Terminado o bate-papo, apertou o passo em direção ao box de seu time. Uma assessora suou para acompanhá-la.

A americana chegou à Indy em 2005 e logo se tornou estrela. Por sua beleza, e não pelo que poderia apresentar nas pistas. Com o tempo, mostrou-se uma piloto rápida, ousada e profissional. Obteve alguns bons resultados, tornou-se a primeira mulher a vencer uma prova na categoria - Motegi, em 2008 - e a liderar as 500 Milhas de Indianápolis. Passou a ser respeitada também por seus dotes ao volante de um carro de competição.

Mas Danica anda carente de bons resultados. Por isso, estuda transferir-se definitivamente para a Nascar, se o passo representar melhores condições de trabalho. "Vou pensar com calma (na Nascar), mas ainda não sei o que farei. É uma categoria interessante"", disse a piloto de 29 anos, que amanhã disputa em São Paulo sua 102.ª prova na Indy. Este ano, tem 57 pontos em três GPs, está em 11.º no campeonato e seu melhor resultado foi um 7.º lugar em Long Beach.

A americana é reticente quanto às suas chances de boa performance na prova de amanhã, mas disse que a pista do Anhembi está bem melhor do que no ano passado. "A pista, de maneira geral, é bem interessante e tem bons pontos de ultrapassagem.""

Sem batom. Uma das três mulheres atualmente na categoria, ela elogiou a brasileira Bia Figueiredo e a suíça Simona de Silvestro pelo que fazem nas pistas, mas indiretamente reprovou o "estilo Luluzinha"" das duas. "Eu não estou nessa de ficar usando rosa e roxo"", alfinetou Danica, que vestia calça jeans, tênis e estava com rabo de cavalo.

Ex-companheira de Tony Kanaan na Andretti, a americana falou com carinho do brasileiro, por tê-la ajudado bastante como piloto e também por "ser um ótimo contador de histórias"".

Danica só demonstrou irritação ao ser perguntada se sonha com a F-1. "Não sei por que as pessoas insistem em me colocar em alguma equipe de F-1. Quando tinha 16 anos, era um objetivo profissional, mas depois que voltei para os Estados Unidos, desenvolvi a carreira no meu país. Estou perto da família, dos amigos, e de coisas pequenas que fazem a diferença.""

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