Daniel Alves dá dicas de como parar Messi

Companheiro do argentino no Barcelona, lateral brasileiro admite que conversou com Mano Menezes sobre o craque

Livio Oricchio / DOHA, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2010 | 00h00

No desfalcado time argentino, o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, se destacada ainda mais. E quem melhor que o companheiro de Barcelona para dizer a Mano Menezes a maneira de dificultar o craque de resolver o jogo? "Conversamos, sim", admitiu Daniel Alves, ontem, rindo, referindo-se ao treinador. "Mas a Argentina não é só o Messi", lembrou o lateral-direito Daniel Alves.

"Somos amigos, mas, na hora que começa o jogo, cada um vai tentar fazer o seu melhor", disse Daniel Alves. "Não há como encarar um jogo contra a Argentina como amistoso."

O mesmo conceito tem o goleiro Victor. A exemplo de Daniel Alves, reconhece o talento de Messi, o que o obriga a orientar ainda mais a defesa, mas adverte: "Há outros ótimos jogadores no time deles."

Respostas monossilábicas, óbvias, claramente instruído a evitar qualquer declaração que levante polêmicas. Esse foi o retrato do atacante santista Neymar, ontem, no breve instante em que conversou com a imprensa, antes do treino no estádio Al Khalifa Internacional, onde hoje o Brasil enfrenta a Argentina.

Primeiro falou do encontro com Ronaldinho Gaúcho. "É o meu ídolo. Sou fã dele, do seu futebol, da pessoa." Depois, confirmou que espera fazer, hoje, uma dança com a presença de Ronaldinho, caso um dos dois faça um gol contra a Argentina. "Ele está nessa."

A não convocação de Neymar depois do conflito no Santos que gerou a queda do técnico Dorival Júnior parece ter atingido o garoto. "Agradeci ao Mano Menezes por ter receber a oportunidade novamente e espero corresponder." Neymar ainda demonstra timidez na seleção.

Já o também jovem Philippe Coutinho, de apenas 18 anos, como Neymar, compensa a baixa estatura com sua fala solta. O atacante da Internazionale vê a partida "como ótima chance de se mostrar a Mano Menezes". Em campo, mostra futebol voluntarioso, mesmo para um treinamento. Chama a bola para si, busca a responsabilidade de organizar as jogadas, tudo sem inibição ou medo de errar.

Chefe de delegação deslocado. Os jogadores têm um chefe de delegação que ninguém vê. "Tinha um baixinho aí, com as roupas árabes e toda indumentária na cabeça, dava para pensar que era o Zezé Perrella (presidente do Cruzeiro) disfarçado", brincou um integrante do grupo. O clima é de tensão entre o dirigente do Cruzeiro, chefe da delegação, e a CBF, por conta das acusações contra a arbitragem no jogo do seu time contra o Corinthians. No hotel, Perrella faz as refeições separadamente, não fica com ninguém.

Os jogadores absolutamente se lembram da figura, já que não tem função prática alguma. Seu cargo serve para Ricardo Teixeira agraciar os que fecham com ele na defesa de seus interesses.

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