Daniel Gyurta derruba recorde mundial nos 200 metros peito

A prova foi uma das mais emocionantes que o Aquatics Centre já viu durante os Jogos de Londres

LONDRES, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2012 | 03h06

Antes da prova, ninguém, nem mesmo a apaixonada imprensa húngara, esperava que Daniel Gyurta quebrasse o recorde mundial nos 200m peito. Mas o magiar nadou em 2min07s28 e melhorou em três centésimos de segundo a marca que o australiano Christian Sprenger estabelecera no Mundial de Roma de 2009, aquele em que marcas caíam como moscas devido aos supermaiôs.

A prova foi uma das mais emocionantes que o Aquatics Centre já viu. A torcida britânica vibrou muito com Michael Jamieson, que apertou o ritmo nos últimos 50m, mas acabou ficando com a prata (2min07s43). "Vi que Michael estava bem perto de mim. Ele foi ficando cada vez mais próximo, mas consegui manter meu ritmo até o final", disse o atleta húngaro.

Alguns repórteres húngaros se vestem com os mesmos agasalhos, camisas e bermudas dos nadadores. Dão beijinhos nas bochechas do treinador, à maneira russa (um em cada uma), mas não deixam de comentar, à boca pequena, com colegas de outros países, os desvios em que caem seus atletas. Gyurta, disse um deles, se perdeu na fama conquistada com a medalha de prata em Atenas, na mesma prova, quando tinha apenas 15 anos. Até participações em novelas locais o adolescente gravou. Agora, mais concentrado naquilo que faz melhor, Gyurta mostrou como a escola húngara, respeitada há muitas décadas, ainda forma grandes nadadores.

O escocês Jamieson, segundo colocado na prova (2min07s43), diz que sentiu que o adversário ia fazer história. "Sabia que ele ia quebrar o recorde mundial. Ele tem sido o homem a ser batido nos últimos anos". A prova assinalou também a decadência do japonês Kosuke Kitajima, bicampeão olímpico nos 100m e 200m peito, que chegou em quarto, atrás do seu compatriota Ryo Tateishi (2min08s29). / A.L.

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