Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Daniele Hypolito diz que medalha de bronze foi 'ótima' para o Brasil

Experiente ginasta da seleção valoriza a conquista em Toronto 

NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2015 | 23h21

Com a mescla da experiência de Daniele Hypolito e da juventude de Flávia Saraiva, a seleção brasileira feminina de ginástica artística conquistou neste domingo a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O resultado recolocou a equipe no pódio depois de passar em branco em Guadalajara (2011) e foi bastante comemorado pelas atletas.

"Foi bem melhor do que o último Pan, foi ótimo para a nossa equipe. A gente vem trabalhando muito, treinando e vencendo cada etapa. Não é de uma hora para a outra que a gente vai bater os Estados Unidos", afirma a Daniele, que disputou a competição pela última vez na carreira.

As norte-americanas, que já eram vistas pelas brasileiras como imbatíveis, sobraram com 173,800 pontos e faturaram o ouro. Empurradas pela torcida, as canadenses aproveitaram o "fator casa" e garantiram a prata, com 166,500. A soma 165,400 deu o terceiro lugar ao Brasil.

A ausência de Rebeca Andrade, cortada depois de sofrer uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito passar por cirurgia, pesou no desempenho do País. A atleta tinha potencial para ficar entre as melhores do individual geral. Sem a ginasta, Flávia Saraiva foi o destaque e avançou para a final com o quarto lugar (56.350).

Na oitava posição, Daniele Hypolito também estará na briga. No entanto, a ginasta reconhece que tem poucas chances de subir ao pódio. "No individual geral, eu vou realmente fazer minha parte porque o grande nome é a Flávia", decreta.

O solo, assim como na ginástica brasileira masculina, foi um problema para as meninas. Lorrane teve uma queda e somou apenas 12,050 no aparelho. Ela também não havia obtido um bom desempenho no aparelho na etapa de São Paulo da Copa do Mundo. "Não é uma série fácil que eu faço no solo, mas tem de tentar até conseguir", afirma. "Eu não estava preocupada com o que aconteceu da última vez na Copa do Mundo. Tentei esquecer, mas acontece", afirma.

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