Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

Daniele Hypolito fica a 0,025 da medalha no salto em Toronto

Brasileira encerrará sua história no Pan na final do solo

NATHALIA GARCIA, Enviada Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

14 de julho de 2015 | 16h45

Em sua quinta e última participação em Jogos Pan-Americanos, Daniele Hypolito foi fundamental para que o Brasil ganhasse o bronze por equipes, mas agora quer conquistar também uma medalha no individual. Já fez duas finais e ficou no quase em ambas. Depois de ser quinta colocada no individual geral, na segunda-feira, a veterana de 30 anos terminou no quarto lugar a final do salto, nesta terça, a 0,025 pontos da medalha.

"O importante é que passei bem, passei direitinho. Sou muito exigente, sou perfeccionista, podia ter feito um pouco melhor o primeiro salto, mas acontece", afirma Daniele, já pensando na final de solo de quarta-feira, quando fará sua última apresentação em Jogos Pan-Americanos, 16 anos após a estreia.

Na final desta terça-feira, no salto, Daniele Hypolito melhorou sua nota da fase de classificação, somou 14,062, mas não o suficiente para subir ao pódio. Acabou no quarto lugar, atrás apenas 0,025 da canadense Ellie Black. A cubana Marcia Videaux Jimenzes conquistou o ouro com boa vantagem, enquanto Yamilet Peña Abreu, da República Dominicana, levou a prata.

O quarto lugar de Daniele acabou sendo o melhor resultado do Brasil na primeira etapa de finais desta terça-feira. O solo foi o aparelho escolhido para o pontapé inicial. Arthur Nory parecia ter esquecido a atuação ruim dos brasileiros na prova por equipes e fez uma apresentação mais consistente no solo, mas acabou penalizado por pisar fora da linha do tablado.

A pontuação 14,700 deixou Nory em quinto lugar. O ouro ficou com o surpreendente guatemalteco Jorge Vega Lopez (15,150), que deixou para trás, com prata e bronze, os norte-americanos Donnel Whittenburg (14,975) e Samuel Mikulak (14,925), respectivamente.

"Foi aquele final e uma parada de mão que me prejudicaram. Dava para brigar, tinha total chances de igual para todo mundo, mas foi vacilo. Dei aquele gás a mais e acabei me prejudicando", avalia Nory, que competiu pela primeira vez desde que voltou de lesão e de que foi suspenso por 30 dias como pivô do caso de racismo contra Ângelo Assumpção.

Nory havia se garantido na briga pela medalha graças à regra que limita o número de participantes por país, visto que os Estados Unidos colocou três atletas entre os oito melhores colocados. O ginasta obtivera a nona posição, com 14,250 pontos, e entrou na disputa no lugar do norte-americano Paul Ruggeri.

O cavalo com alças foi disputado simultaneamente ao salto para mulheres. Lucas Bitencourt, que se classificou com o oitavo lugar, foi o primeiro ginasta a competir. Ele cometeu uma falha grave e não conseguiu finalizar o exercício de maneira contínua, somando apenas 12,825 e ficando novamente na última posição. "Nos dois dias que competi essa prova estava bem, mas hoje (terça) no fim bati na alça, faltava só a saída, mas o impulso parou. Agora é treinar para não cometer o mesmo erro na próxima e acertar no Mundial", afirma.

Na sequência, Francisco Barretto Júnior não colocou muita velocidade na execução dos movimentos, repetiu os 14,450 da classificação e terminou a prova na sexta posição. Ele não foi páreo para o colombiano Jossimar Calvo Moreno e para o americano Marvin Kimble, ambos com a medalha de ouro, e o mexicano Daniel Corral Barron (bronze).

"Teve um movimento que testei hoje e não fiz na classificatória, em que tive uma pausa que desconta pelo menos três décimos. Conforme os treinamentos, vou ajustar isso. Mas gostei da série porque ainda é uma série nova para mim e está em processo de evolução", avalia Chicão.

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