Miriam Jeske / Lima 2019
Miriam Jeske / Lima 2019

Darlan Romani mantém o foco em busca do pódio no Mundial de Atletismo

Brasileiro disputa a prova do arremesso de peso nesta quinta-feira e quer manter a regularidade para brilhar em Doha

Redação, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2019 | 04h33

Darlan Romani vai tentar um feito gigante no Mundial de Atletismo, que está sendo disputado em Doha, no Catar. No estádio Khalifa, a partir das 13h20 (horário de Brasília) desta quinta-feira, ele inicia a disputa da prova de arremesso de peso para tentar levar o Brasil para o primeiro pódio no torneio. Pelos resultados recentes, a melhor chance de medalha do País no Mundial é dele, mas seus adversários são de alto nível.

O atleta do Clube Pinheiros tem como rivais o campeão olímpico Ryan Crouser (Estados Unidos), Tomas Walsh (Nova Zelândia), Joe Kavacs e Darrell Hill (Estados Unidos), Konrad Bukowiecki (Polônia) e Bob Bertemes (Luxemburgo). Todos já arremessaram acima dos 22 metros e vão brigar pela medalha no Mundial. A final da prova será no sábado, às 14h05.

A fase de Darlan é muito boa. Em 30 de junho, ele atingiu a marca de 22,61m, seu recorde pessoal e décima melhor marca de todos os tempos. Entre quem vai competir em Doha, apenas Crouser e Walsh têm arremessos melhores que o brasileiro, que sabe que se mantiver a regularidade tem tudo para subir ao pódio.

Aos 28 anos, Darlan vive seu melhor momento na carreira. Catarinense de Concórdia, ele vive em Bragança Paulista e treina no Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA) da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Nos últimos dias, finalizou sua preparação em León, na Espanha, junto com seu técnico Justo Navarro, de Cuba.

Se em 2010 o brasileiro tinha como melhor marca 17,19m, agora ele consegue ultrapassar a barreira dos 22 metros com frequência. Nos últimos anos sua progressão foi grande. Em 2011 fez 18,46m, no ano seguinte marcou 20,48m, em 2016 bateu 21,02m, depois saltou para 21m82m, fez 22,00m no ano passado e agora chegou aos 22,61m.

Para além de estar no auge, a regularidade é um trunfo de Darlan. Em 13 competições que disputou esse ano, sua pior marca foi 21,00m e em quatro oportunidades rompeu a barreira dos 22 metros. No início de setembro, competiu em Bruxelas na última etapa da Liga Diamante e arremessou 22,15 m em sua melhor marca na prova.

Para fazer história no Mundial de Atletismo, Darlan se concentrou, abandonou as redes sociais e evitou as entrevistas. Seu foco é em fazer uma ótima prova e melhorar sua colocação dos Jogos Olímpicos do Rio, quando ficou na quinta posição. Ele espera fazer uma boa prova e sabe que o resultado será decidido nos centímetros.

O gigante de 1,90m e 156kg está no auge da boa forma física. A rotina de treinos de Darlan é puxada. O atleta treina diariamente (musculação e parte técnica) em dois períodos. Os treinos são cumulativos e ele ganha mais força a cada ano. Darlan chega a fazer mais de 60 arremessos numa sessão de preparação técnica e levanta mais de 200 kg nos exercícios de musculação.

Ele não toma suplemento para ganho de massa muscular, o que é raro para arremessadores de peso. Ele prefere compensar a necessidade proteína com os próprios alimentos, principalmente carne (gado, frango e peixe).

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