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De férias no trabalho, brasileiro se aventura no Rali Dacar de 2015

Suguita, trader do mercado financeiro, estreia na prova off-road desta temporada, que passará pela Argentina, Chile e Bolívia

José Branco Neto, da Vipcomm/Estadão

22 de dezembro de 2014 | 18h26

O paulistano André Suguita, 34 anos, trader do mercado financeiro, dará um tempo de suas atividades em bancos de investimento para se aventurar pela primeira vez no Rali Dacar, na categoria quadriciclos. "São férias diferentes das habituais, mas o risco e a pressão da prova e do mercado financeiro são semelhantes. Nas duas situações, preciso tomar decisões rápidas, ser dinâmico e reagir rápido. Vejo o rali como uma válvula de escape", disse o competidor. "Estou com este projeto desde o ano passado e agora vou conseguir concluí-lo. É uma ansiedade grande, pois o Dacar é uma competição maravilhosa, tem os melhores pilotos e uma estrutura enorme."

O brasileiro é um dos 703 participantes, divididos em quatro categorias (168 nas motos, 46 nos quadriciclos, 306 nos carros e 183 nos caminhões), que vai tentar superar as adversidades impostas pela organização e pela própria natureza ao longo dos nove mil quilômetros de percurso, em lugares como o Deserto do Atacama, Cordilheira dos Andes e o Salar de Uyuni.

A prova off-road mais temida de todos os continentes terá largada no dia 4 de janeiro, em Buenos Aires, na Argentina. Ao longo de 13 dias, ela passará por 12 cidades e mais dois países (Chile e Bolívia).


TERMINAR O DACAR

Concluir a corrida é o objetivo de André, uma façanha inédita para um piloto brasileiro nos quadriciclos. Para quem não conhece a competição, a meta do paulistano não é das mais empolgantes. No entanto, quem já viveu toda a intensidade e passou por percalços na corrida contra o relógio do rali sabe que completá-la é um grande resultado.

"Todo piloto de rali almeja participar do Dacar. A questão é se sentir preparado para o desafio. Minha ideia é terminá-lo, já que nenhum brasileiro da categoria conseguiu ainda. Quero sobreviver após estes longos dias. Por isso, vou com precaução e penso em minha segurança."

Na competição, o brasileiro utilizará um Can-Am e fará parte da equipe Mazzucco Dakar Team, que tem nove pilotos, sendo oito nos quadriciclos e um nas motos, de vários países, como Bolívia, Colômbia, Chile, Alemanha, entre outros. Do Brasil, ele levará três pessoas, além de seu fiel escudeiro, o mecânico português José Augusto Ribeiro, que o encontrará em Buenos Aires.

"Temos a maior equipe do Dacar entre os quadriciclos e uma boa diversidade de pilotos, muitos com boa experiência na prova. Como a equipe é de Córdoba e o rali passará pela região, meus companheiros vão poder me ajudar. Estou bastante empolgado."

BRASILEIROS EM AÇÃO

Além de André Suguita, o Brasil será representando na competição por Jean Azevedo, da Honda South America Rally Team, nas motos; a dupla Guilherme Spinelli/Youssef Haddad, da Equipe Mitsubishi Petrobras, e o navegador Maykel Justo, que competirá ao lado do português Ricardo Leal, todos nos carros.

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