De novo no sufoco

Corinthians vence o Bahia apenas por 1 a 0, no Pacaembu gelado, e assume vice-liderança

MORENO BASTOS, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2011 | 03h06

A sorte continua aliada do Corinthians, que não retomou a ponta, mas reassumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, ultrapassando Botafogo e São Paulo, que empataram no Rio.

Mas, ontem, no gelado Pacaembu, quem deu as caras mesmo foi a persistência do time para bater o Bahia por 1 a 0 e chegar aos 47 pontos. O resultado fez o Corinthians voltar a respirar aliviado, após série de tropeços dentro de casa aos finais de semana e diante de equipes que lutam contra o rebaixamento.

Os três pontos também encerram uma semana conturbada para a equipe do Parque São Jorge. Dias recheados de fatos como protestos de torcedores, afastamento do capitão Chicão, e a pressão de dirigentes ao presidente Andrés Sanchez pela demissão do técnico Tite.

O comandante, agora, deve ter uma semana tranquila para montar o time para o que considera uma decisão, contra o líder Vasco, que está dois pontos na frente, domingo, em São Januário.

Para o jogo, ele deve ter a volta de Liedson, seu único centroavante, enquanto Adriano, que esteve ontem no Pacaembu, com Ronaldo, ainda se prepara para estrear. No entanto, pelo que viu contra o Bahia, Tite sabe que terá trabalho para acertar o meio de campo, que ainda não conseguiu ver uma boa apresentação da dupla Danilo e Alex.

Outro problema é Emerson. O atacante, que marcou o gol da vitória de ontem, foi expulso após a arbitragem considerar simulação de contusão ao ser substituído, já no final da partida.

Jogo. Sem vencer nas últimas três rodadas, o Corinthians entrou disposto a encostar na liderança do Nacional novamente. A outra meta era evitar que um novo tropeço fizesse com que adversários como Fluminense, Flamengo e Palmeiras chegassem cada vez mais perto.

Mas, diante de um dedicado e organizado Bahia, a equipe alvinegra teve mui to trabalho desde o início. A primeira alternativa de Tite foi colocar Danilo e Alex bem abertos pela direita e esquerda, respectivamente. Com isso, Emerson tinha a função de recuar e fazer o trabalho de ligação pelo meio de campo.

A tática se mostrou ineficiente, já que Fahel seguia Emerson de perto e o Corinthians, apesar da maior posse de bola, não criava boas jogadas.

Quem fez isso, ao menos uma vez, foi o Bahia, que, aos 8 minutos, acertou o travessão em cabeçada de Júnior, a única oportunidade criada em toda a partida.

No segundo tempo, com o esquema tático reorganizado, tendo Danilo centralizado e Emerson mais próximo de Willian, o Corinthians logo partiu para a pressão. Usando a velocidade de seus homens de frente, o time cercou o Bahia em seu campo.

Frágil, apesar de dedicado, o Bahia cedeu e Emerson, aos 13, aproveitou bola espirrada para abrir o placar e estremecer o Pacaembu. O gol deu tranquilidade ao Corinthians, que ampliou ainda mais seu domínio. Tite aproveitou para sacar Alex, que pouco fez e pôs Jorge Henrique. A ideia era manter o ritmo forte. Morais também teve chance e foi a campo na vaga de Willian. No fim, o ritmo foi quebrado com a infantil expulsão de Emerson.

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