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De olho em 2008, Pequim se transforma

A cidade de Pequim, de olho na Olimpíada de 2008, se transformou num imenso canteiro de obras. A fim de melhorar a atual infraestrutura urbana, os planejadores da cidade, agora auxiliados pelos membros do Comitê Olímpico, estão enfatizando a revitalização de sua paisagem e do meio-ambiente, assim como a reestruturação dos sistemas de trânsito, transporte coletivo, serviços e comunicações. Para revitalizar a paisagem urbana, a prefeitura determinou a desapropriação e a destruição de aproximadamente 2,24 milhões de m2 de casas ou áreas que estejam em péssimo estado de conservação, que não sejam adequadamente supridas com serviços sanitários ou que simplesmente obstruam os projetos de modernização da cidade. As traumáticas experiências vividas durante a Síndrome da Epidemia Aguda Asiática (Sars), quando a Capital viu-se compelida a isolar milhares de seus habitantes, aceleraram este processo. Ele é polêmico, pois implica na transferência obrigatória de aproximadamente 800 mil pessoas e provoca organizadas reclamações contra o baixo valor das indenizações oferecidas pelo poder público. Segundo a mídia chinesa, algumas pessoas se imolaram ou se suicidaram em protesto contra as desapropriações. O Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista da China (PCCh) chegou a publicar um editorial em março deste ano afirmando que "o processo de desenvolvimento deve valorizar minimamente os padrões éticos de comportamento. Há de se rever a questão do valor pago aos moradores desapropriados e, mesmo, a oportunidade e necessidade da ação de desapropriação". Processo - A destruição da maioria dos Hutong´s (becos), densos e seculares labirintos residenciais populares, também passou a ser alvo de intensas críticas nos últimos meses por parte de entidades ligadas à preservação do patrimônio histórico ou de organizações comunitárias. Mas, o processo de revitalização da paisagem de Pequim está movimentando fortunas com a construção e comercialização de edifícios empresariais e residenciais, criando gigantescos parques públicos, gerando empregos e mudando o seu aspecto. Além disto, a revitalização abriu espaço para o desenvolvimento do turismo na cidade. Os Hutong´s mais antigos passaram a ser preservados e convertidos em atrativos que mesclam o seu potencial histórico e cultural aos bares, cafés, restaurantes e lojas destinadas aos insaciáveis anseios de consumo dos turistas que por aqui desembarcam.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 09h06

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