De olho em NY, Marilson vence os 10 mil metros

Objetivo maior do fundista é o tri da tradicional prova norte-americana, que [br]será em 7 de novembro

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

Marilson Gomes dos Santos fechou o primeiro dia de competições do Troféu Brasil de Atletismo, na pista do Centro Olímpico, com a medalha de ouro nos 10 mil metros. Mais importante que a conquista nacional, no tempo de 28min44s59, é a certeza de que cumpriu mais uma etapa de preparação para a Maratona de Nova York, em 7 de novembro.

"Claro que é importante ser campeão do Troféu Brasil, mas a ideia era vencer, para ajudar meu clube, e não me preocupar muito com a marca", admite o fundista. Marilson afirmou que as condições climáticas não eram ideais para provas de longa distância. "A secura tem atrapalhado bastante, inclusive nos meus últimos treinos. Mas estou em um bom caminho. Agora, é dar sequência, levar o treino na boa, sem se machucar."

No domingo, Marilson corre 5 km na Maratona de Revezamento Pão de Açúcar. Em outubro, pode disputar uma meia-maratona. Tudo para buscar o tricampeonato de Nova York, prova que venceu em 2006 e 2008. Para o técnico Adauto Domingues, o fundista tem feito treinos melhores até do que aqueles prévios às suas duas conquistas. O que, admite, é animador, mas não garantia de novo triunfo. "Nova York é uma prova difícil, até imprevisível, especialmente por questões climáticas. Depende do dia de cada atleta." E Marilson terá um adversário de peso: o etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial.

De volta. Keila Costa precisou de apenas um salto para ir à decisão do salto triplo, a partir das 16h30 de hoje. A atleta estava feliz, tanto pela marca de 13,62 m, quanto pelo retorno à prova. Keila não disputava o triplo, seu evento preferido, desde 2007, quando bateu o recorde sul-americano (14,57 m). Precisou mudar por causa de uma série de problemas no joelho direito. "É uma prova especial para mim, na qual conquistei o bronze no Mundial Juvenil (em 2002)."

O triplo acabou vetado pelo técnico de Keila, Nélio Moura, por causa da sobrecarga e do esforço na região. "Ele tinha medo que eu voltasse a sentir e ficasse fora das duas provas", conta a atleta, que também disputa o salto em distância. "Mas comecei a pedir para voltar no ano passado e só em maio deste ano é que ele deixou." Confortável com a prova e sem dores, Keila espera alcançar os 14 metros hoje.

Também no salto - mas em distância -, Caio Cesar Fernandes, de 17 anos, foi o melhor da qualificatória e busca medalha hoje. Campeão da Olimpíada da Juventude, em agosto, o garoto melhorou em 11 cm sua marca pessoal. Saltou 7,84 m.

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