Fadi Al-Assaad/Reuters
Fadi Al-Assaad/Reuters

De olho na Olimpíada, Catar quer 50 eventos esportivos por ano

Até 2019, emirado vai sediar Mundiais de boxe, ginástica e atletismo. Chefe do comitê olímpico quer evento toda semana

VÍTOR MARQUES - Enviado especial a Doha, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 15h36

O secretário-geral do Comitê Olímpico do Catar, o xeque Saoud bin Abdulrahman Al-Thani, reforçou nesta segunda-feira que seu país tem interesse em sediar uma Olimpíada. "Nossa estratégia principal é o esporte, a Olimpíada faz parte disso, mas não é nosso objetivo principal", afirmou o xeque em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O Catar já foi candidato a receber os Jogos de 2016 e 2020, ambas com Doha, e perdeu, nas duas ocasiões, para o Rio de Janeiro e para Tóquio. O local da Olimpíada de 2024 está em aberto. Roma e Boston já oficializaram suas candidaturas. O prazo para o Catar ou outro país oficializar sua candidatura termina em setembro deste ano.

Na entrevista, o chefe do Comitê Olímpico local citou até o Brasil e disse que o esporte pode mudar uma nação. "O Brasil está vivendo isso com uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e vendo como isso pode transformar o Rio".

Saoud bin Abdulrahman Al-Thani falou sobre os eventos esportivos que o Catar já está sediando, como o Mundial de Handebol que acontece em Doha, e outros que serão realizados até 2019, como os de boxe, ginástica e atletismo.

"Não vamos parar. Estamos trabalhando para ter cada vez mais eventos internacionais. Não queremos um evento (grande) por vez. Gostaria de fazer um legado. Chegar a 50 eventos por ano. Queremos um evento internacional por semana no Catar", afirmou o xeque.

*O repórter viajou ao Catar a convite da Federação Internacional de Handebol.

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