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Evelson de Freitas/AE
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De olho na vaga em Londres, Roseli faz as pazes com técnico

Lutadora havia chamado treinador de 'pinguço' após ter ido mal no Pan de Guadalajara

Alessandro Luchetti, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2012 | 03h07

SÃO PAULO - Entre uma e outra sessão de golpes no saco de areia da academia do Clube Escola Joerg Bruder, em Santo Amaro, Roseli Feitosa dá um retoque na maquiagem. Duas equipes de reportagem a fotografam. E não é para menos. Seus passos - e seus tropeços - são acompanhados mais de perto pela imprensa desde que saiu do anonimato, em setembro de 2010, ao conquistar o título do Mundial de Boxe Amador, em Barbados, na categoria até 81kg, que não é olímpica. A decepção veio nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, na até 75kg, que faz parte do programa dos Jogos Olímpicos. No México, a lutadora paulistana até conquistou um bronze - mas sem vencer uma única luta. Como havia apenas sete lutadoras inscritas e se deu bem no sorteio, Roseli estreou apenas na segunda rodada. Ainda perdendo, ficou entre as quatro melhores. No boxe não há disputa de bronze e, mesmo constrangida, a lutadora subiu ao pódio.

Foi um bronze amargo. Depois da derrota, seu treinador, Cláudio Aires, a acusou de não estar treinando. Ela admitiu, mas disse que preferiu não fazê-lo porque ele não sabia dar treino. E pior: o acusou de ter abusado da bebida durante uma competição no Casaquistão.

Segundo boxeadores que frequentam o Clube Escola, Aires já não apresenta problemas com a bebida. A mulher, que é evangélica, teria contribuído para isso. O treinador se recusa a comentar o assunto. "Cada um faz o que quer na sua vida particular. Mas não sou nenhum pinguço nem cachaceiro."

O importante a destacar, segundo Aires, é que os dois conversaram e concordaram em voltar a trabalhar juntos. Roseli havia chegado a pensar até em abandonar a carreira esportiva.

"Nós nos tratamos como profissionais. Falamos algo que não deveríamos durante o Pan, mas nosso relacionamento agora é bom. Nosso objetivo é o mesmo: a Olimpíada", diz ele.

Roseli vai tentar uma das oito vagas olímpicas em disputa na única competição classificatória para os Jogos, que será o Mundial de Qinhuangdao, na China, em maio.

A boxeadora está mais satisfeita agora no ginásio do Bruder. "Havia muitas coisas erradas aqui. Teve que acontecer aquilo no Pan para que passassem a ouvir mais os atletas", diz Roseli, que encontrou uma maneira de se entender com Aires. "Ele fala e eu obedeço, porque ele é meu superior. Fora dos treinos, é ele na dele e eu na minha."

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