Kim Hong-Ji/Reuters
Kim Hong-Ji/Reuters

De olho nos Jogos de Inverno, COI discute tensão coreana na ONU

Comitê Olímpicos estrangeiros manifestam receio em mandar suas delegações para a Coreia do Sul

EFE e agências internacionais

22 de setembro de 2017 | 22h33

Os preparativos dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, previstos para fevereiro de 2018 na Coreia do Sul, "continuam segundo o planejado" de acordo com o Comitê Olímpico Internacional, após dirigentes da entidade terem feito reuniões com líderes da ONU nos últimos dias devido à tensão coreana.

"A segurança dos atletas é, certamente, a primeira preocupação do COI", declarou um porta-voz da entidade sobre a preparação para o evento. Nem os governos dos países afetados pelas demonstrações de fogo da Coreia do Norte nem as Nações Unidas expressaram "dúvida alguma" sobre a disputa dos Jogos. "Continuamos atentos à situação da peninsula da Coreia e da região", acrescentou o representante.

O presidente do COI, o alemão Thomas Bach, se reuniu na quinta-feira com o presidente da 72ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, o eslovaco Miroslav Lajcak, com quem estudou uma resolução para a declaração de uma trégua durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

A tensão na península da Coreia está sendo observada de perto por muitos países e alguns já se manifestaram que não colocaram em risco a saúde de seus atletas. Laura Flessel, ministra dos Esportes da França, avisou que "se a segurança de nossos atletas não estiver assegurada, a delegação do Comitê Francês ficará em casa".

O discurso foi acompanhado por representantes da Áustria, uma grande potência olímpica de inverno. Segundo Karl Stoss, presidente do Comitê Olímpico Austríaco, a segurança é fundamental para a manutenção do planejamento. Já outras potências esportivas evitaram declarações públicos e confiam no bom senso das autoridades.

A grande preocupação é que PyeongChang está localizada a 80 quilômetros da zona desmilitarizada entre as Coreias do Sul e do Norte e a apenas 160 quilômetros ao leste de duas bases militares da Coreia do Norte onde inúmeros testes com mísseis foram realizados nos últimos anos.

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.