De temperamento difícil, o técnico PC deixa a seleção

Foram pouco mais de três anos de nervosismo sob o comando de um técnico pragmático, metódico e com dificuldades de relacionamento com a maioria dos jogadores da seleção brasileira. Com o troféu mais importante do futsal, o treinador Paulo César de Oliveira deve deixar o cargo, que manteve com a obrigação de retomar a hegemonia da modalidade para o Brasil. Ontem, após a conquista, já falava em tom de despedida. "Meu contrato termina no final do ano e o principal é que a gente cumpriu tudo o que planejou", disse. "Agora a Confederação (Brasileira de Futsal - CBFS) fica à vontade para programar os próximos quatro anos. Tenho certeza que o planejamento com título seria um, e outro bem diferente sem o troféu."PC deu até dicas para o prosseguimento ao trabalho. "A Confederação vai conseguir os recursos necessários para finalizar o projeto e preparar uma nova geração, pois 80% desta se despede aqui", afirmou. "Temos uma nova geração muito boa, mas os conceitos devem ser mantidos. O coletivo precisa sempre se sobrepor ao individual." O treinador mandou um recado ao craque Falcão, um dos principais jogadores da seleção. "Precisamos de novos ídolos, mas ídolos com caráter, que saibam dividir o protagonismo e que não o imponham."O temperamento difícil de Paulo César é o principal empecilho para que continue no cargo. O novo treinador deverá ter um perfil bem diferente. O favorito da entidade é o técnico Paulo Mussalém, atual comandante do Teresópolis. Ele é menos explosivo e também um estudioso do futsal. Atualmente, cursa doutorado em educação física na Uerj, onde também leciona.

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