Decisão de vaga em casa é um tormento para o Corinthians

Na Libertadores, cinco de seis eliminações em mata-matas vieram em confrontos sob o domínio corintiano

, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2010 | 00h00

A vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores está garantida. Ganhar do Independiente de Medellín, quinta-feira, às 21h50, no Pacaembu, significará terminar a primeira fase com a melhor campanha, o que dá o direito de decidir, até a final, em casa. O objetivo do Corinthians está quase completo na etapa. Mas, historicamente, fazer o jogo decisivo do mata-mata na competição sob seu domínio não traz boas lembranças ao torcedor.

Não por acaso o técnico Mano Menezes faz um alerta. "Não é hora de falarmos em favoritismo." Tem razão, ainda mais em se falando de Corinthians. Nas sete edições anteriores, o time avançou aos mata-matas em seis, todas sendo o vencedor do grupo na primeira etapa, como agora. Em cinco delas deu adeus à competição na Capital. Duas quedas vieram nos pênaltis contra o Palmeiras, em 1999 e 2000. E as outras três foram contra os argentinos Boca Juniors e River Plate.

Diante do Boca, em 1991, a equipe trouxe uma desvantagem de 3 a 1 de Buenos Aires e, num Morumbi lotado, não foi além de um empate por 1 a 1. Diante do River Plate a história foi pior. Em 2003, levou 2 a 1e, em 2006, 3 a 2, ambos os jogos no Monumental de Nuñez. Marcou gols na casa do adversário, o que propiciava uma classificação com um simples 1 a 0 em casa. Nas duas vezes chegou a fazer o 1 a 0. Não teve controle emocional, porém, e permitiu a virada, por 2 a 1 e 3 a 2, respectivamente.

"Decidir em casa é importante, mas os adversários são experientes e saberão jogar no Pacaembu", manda outro alerta o treinador corintiano. "Por isso não podemos trazer um resultado grande para virar em casa."

O outro revés em mata-mata ocorreu em 1996 diante do Grêmio. O primeiro jogo foi no Pacaembu e o time levou de 3 a 0. No Sul, até ganhou por 1 a 0, mas de nada valeu. Dados preocupantes ao corintiano. Mas a boa notícia é que Mano é copeiro, adora um mata-mata e costuma se dar bem nesse estilo de disputa.

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