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Decisão sobre vagas do basquete brasileiro em 2016 fica para agosto

Dívida da CBB põe em risco participação do Brasil na Olimpíada

MARCIO DOLZAN, enviado especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2015 | 14h13

Ficou para agosto a decisão final sobre as duas vagas do Brasil no basquete dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A reunião realizada na manhã deste sábado, em Toronto, para tentar acabar com o impasse entre Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e Federação Internacional de Basquete (Fiba) serviu para apresentar uma nova proposta de parcelamento da dívida. A definição, contudo, dependerá da aprovação do comitê executivo da Fiba, que se reunirá entre 7 e 9 de agosto, em Tóquio.

O impasse se prolonga desde o início do ano e se refere ao não pagamento de uma dívida próxima a U$S 1 milhão (R$ 3,18 milhões) relativa ao "convite" que a CBB ganhou da Fiba para que a seleção masculina disputasse o Mundial do ano passado, na Espanha. Por causa da dívida não quitada, a Fiba ameaça cortas as duas vagas (masculina e feminina) que o Brasil teria direito no basquete por ser sede da Olimpíada.

No mês passado, a CBB enviara uma proposta de parcelamento de seu débito que só terminaria em 2019. A Fiba se mostrou irredutível e estabeleceu o prazo de 31 de julho para que a conta fosse paga, mas marcou um encontro neste sábado para ouvir uma contraproposta.

A nova proposta também trata de parcelamento, "mas é melhor que a anterior", assegurou Carlos Nunes, presidente da CBB. Também presente ao encontro, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), confirmou a informação.

"A CBB apresentou uma proposta muito boa à Fiba, que também considerou muito boa. Ela está analisando e vai decidir na reunião que terão entre os dias 7 e 9 de agosto em Tóquio", declarou Nuzman, que fez questão de afirmar que seu papel na reunião foi unicamente político. "Quem tem estrada, como a gente tem, ter que ter paciência. Eu gostaria de resolver de outra maneira, os que me conhecem sabe que o meu é na hora", comentou Nuzman.

Tanto o presidente do COB quanto o mandatário da CBB disseram que a Fiba ficou "sensibilizada" com uma série de cartas enviadas à entidade por jogadores da seleção masculina, como Guilherme Giovannoni - representando a associação de atletas - Anderson Varejão e Marcelinho Huertas. "Foi uma iniciativa dos jogadores", disse Nunes. "Eu nem estava sabendo."

VALORES

Segundo Carlos Nunes, o valor real da dívida que a CBB tem coma Fiba "é inferior a US$ 1 milhão, porque nós já pagamos uma parte". Questionado sobre de quanto seria o débito, ele se recusou a confirmar. "Nós acertamos que não iríamos falar em valores. A proposta está bem encaminhada, a Fiba foi sensível e agora nós vamos esperar."

O presidente da CBB também não quis informar de onde estaria vindo o montante. "É da iniciativa privada", limitou-se a dizer. Especula-se que a Nike, uma das patrocinadoras do COB, estaria por trás do investimento.

Nunes revelou ainda que há um acordo bem encaminhado para que os Correios passem a patrocinar a CBB. Mais uma vez, ele não quis mencionar valores, mesmo em se tratando de uma empresa pública. Ele assegurou, contudo, que os Correios não estão envolvidos na negociação do pagamento da dívida com a Fiba.

A reunião deste sábado durou 1h30min. Além de Carlos Nunes e Nuzman, participaram o presidente da Fiba, Horacio Muratore, e o secretário-geral da entidade, Patrick Baumann - que não quiseram conversar com a imprensa - e o chefe da delegação brasileira em Toronto, Bernard Rajzman.

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