Dedicação e internet, as armas contra o desgaste

Foram 9 jogos em 12 dias, além de mais de um mês longe de casa, mas as atletas da seleção controlam o estresse

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2010 | 00h00

Com a disputa de 9 jogos em 12 dias, a terceira viagem no Mundial e uma ausência de casa que já supera um mês, a seleção já começa a enfrentar seu principal adversário: o desgaste. As jogadoras têm procurado superar o problema muita dedicação nos treinos e a ajuda da internet.

Mesmo depois do primeiro treino em Tóquio, ontem, logo após a chegada de Nagoya, o time permaneceu em quadra. A ponta Jaqueline, que fez parte do grupo que foi medalha de prata no Mundial de 2006, também disputado n0 Japão, promete: o time não vai esmorecer. "Estamos há um mês longe de casa em busca de um objetivo, que é o primeiro título do Mundial. Agora falta pouco. Vamos entrar ainda mais concentradas, a dedicação será ainda maior. Chegou a hora de darmos 200%", afirma.

A declaração da ponteira recebe o apoio da capitã Fabiana. "Queremos muito este título. Trabalhamos o ano inteiro para isso. Agora entramos na reta final e temos que manter a concentração."

Jaqueline é uma das jogadoras de compensa a saudade da família com a ajuda da internet. A ponta conta que está sempre em contato direto com o marido Murilo, ponta da seleção masculina. "Falo com ele todos os dias. Tentamos fugir do assunto voleibol, mas é impossível", conta.

Ela revela que Murilo, até por atuar na mesma posição, não consegue evitar de fazer comentários sobre suas atuações e dá alguns conselhos. "Ele comenta o meu trabalho, dá conselhos, fala sobre a forma como eu joguei e o que posso melhorar."

Jaqueline tem mostrado durante a disputa do Campeonato Mundial do Japão que está se tornando uma jogadora cada vez mais completa. Se seu desempenho no ataque é temido pelas adversárias há muito tempo, a jogadora também tem mostrado outras habilidades, como eficiência na recepção - atualmente, é a terceira melhor no fundamento - além de tranquilidade. Ela conta que seu aprimoramento está ligado aos anos de trabalho. "Isso é resultado da minha evolução como jogadora. Adquirimos experiência ao longo do tempo", explica Jaqueline. "Aprendo mais a cada dia, tanto no clube quanto na seleção."

A ponta admite que a ausência de Mari e Paula Pequeno mudou sua situação na equipe brasileira. "Acho que a minha responsabilidade aumentou um pouco. Fico mais responsável por organizar as jogadas", revela.

Ao mesmo tempo, porém, também ressalta que tem recebido uma importante ajuda. "Infelizmente, a Mari e a Paula não puderam estar aqui, mas a Natália está suprindo muito bem a ausência delas e fazendo um grande campeonato." / COM AGÊNCIAS

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