Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2011 | 00h00

Eram 43 minutos do segundo tempo do jogo do Internacional contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana de 2008. Alex levantou a cabeça, olhou o goleiro Garcia adiantado e disparou. Golaço! O técnico daquele Inter era Tite, com quem Alex viveu seu melhor momento e chegou à seleção. Naquela época, Tite já gostava de ver seu meia executando sua melhor jogada: o chute.

Quem também sempre falou sobre a facilidade de Alex chutar de longe foi seu padrinho, o ídolo corintiano Neto, diretor do Guarani quando o atual camisa 12 do Corinthians chegou aos profissionais. No Dia dos Pais, Alex fez um gol com a marca de seu padrinho.

O gol de Alex foi o ponto alto de mais uma atuação ruim do Corinthians. O primeiro tempo, melhores 45 minutos desde que a vantagem na tabela começou a sumir, foi bom enquanto quem construía o jogo era o operário Paulinho. Anulava Rudinei e aparecia na frente para finalizar - foi dele o primeiro gol, em tabela com Danilo.

Se o Corinthians tem Alex e Danilo, dois meias como poucos rivais possuem, eles é que precisam dar o tom. Não dão. No segundo tempo, em vez de ditar o ritmo da partida, Alex e Danilo só tocavam na bola no campo de defesa. Sem poder de fogo, postado no setor defensivo, o Corinthians chamou o Ceará e pediu para sofrer o gol de empate.

O Brasileirão 2011 tem dado vantagem a quem tem jogadores que decidem. Desde que Ronaldinho subiu de produção, o Flamengo empatou na ponta e se tornou o dono do melhor ataque. Na sequência de jogos ruins, em que perdeu seus sete pontos de vantagem, o Corinthians viu desaparecerem seus solistas. Joga no ritmo das formiguinhas, como Paulinho, Ralf e Chicão. Precisa de mais jogadas de craques, daquelas que decidem jogos, como o chute de Alex.

JOGADA ENSAIADA

Jogada ensaiada, ataque de riso

As mudanças propostas por Felipão em São Januário visavam a corrigir os erros em bolas cruzadas. Mas o declínio do Palmeiras começou quando o ataque estancou. Três jogos seguidos sem marcar, contra Grêmio e duas vezes contra o Vasco tiraram o time da zona de classificação da Libertadores. O rival pela vaga será o Botafogo. No sábado, Caio Júnior ajudou a virar contra o América com a troca de Herrera por Alex. Elkesson também jogou bem.

Ainda na briga

O São Paulo não empatou com o Atlético-PR só por causa dos desfalques. Teve problemas no ataque, sem se infiltrar na defesa atleticana. É mais fácil ao time de Lucas e Dagoberto abrir espaços à custa da velocidade. O estilo dos times de Adílson Batista impõem posse de bola e inversão do lado da jogada. Para isso, é importante ter Cícero e Rivaldo bem. Mas no Brasileirão em que os líderes não deslancham, o São Paulo tem tempo para corrigir seus defeitos.

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