Defesa de Pistorius ganha força no tribunal

Detetive-chefe do caso foi afastado por ser acusado da tentativa de assassinato de sete pessoas

PRETÓRIA, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2013 | 02h09

Reviravolta no caso Oscar Pistorius. Hilton Botha, investigador-chefe do assassinato da modelo Reeva Steenkamp pelo corredor paralímpico, foi retirado ontem da função após a promotoria tomar conhecimento de que ele mesmo é acusado da tentativa de assassinato de sete pessoas.

Botha e dois outros oficiais de polícia são acusados de abrir fogo em direção a um microônibus que estavam tentando parar, em 2011. A acusação contra os três policiais foi reapresentada no último dia 4, porque mais evidências foram acrescentadas ao processo, segundo Bulewa Makeke, porta-voz da promotoria.

O novo investigador-chefe é Vinesh Moonoo, que comandará um "time de oficiais altamente experientes e capacitados", segundo o comissário de polícia Riah Phiyega.

A competência de Botha tornou-se alvo de controvérsia. O magistrado Desmond Nair questionou o policial a respeito da demora para a obtenção de registros de aparelhos telefônicos encontrados na casa de Pistorius. "Está me parecendo que não existe nenhum senso de urgência."

O próprio comportamento de Pistorius indica que a defesa ganha força à medida em que a polícia está sob escrutínio. O corredor, que chegou a chorar e se desesperar na corte, está mais sóbrio e seguro. "A baixa qualidade das evidências oferecidas por Botha expõe a fragilidade do trabalho da acusação", dispara o advogado de defesa Barry Roux.

Pistorius permanece detido. Nova audiência foi marcada para hoje, após seis horas de arguições terem resultado inconclusivas.

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