José Patrício/AE
José Patrício/AE

Defesa do Corinthians tem pior média de gols sofridos na era Tite

Elogiado, principalmente na conquista da Libertadores, setor já levou mais de um gol por jogo no Brasileiro

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h06

SÃO PAULO - Dois clássicos, cinco gols sofridos e a defesa do Corinthians foi para o paredão. Entre as melhores do País desde a chegada de Tite, no fim de 2010, o setor agora passa por instabilidade, não consegue mais segurar uma vantagem no marcador e terá de passar por ajustes para encarar os dois melhores ataques do Brasileiro: Fluminense, amanhã, e Atlético-MG, no domingo.

Nada, porém, de caça às bruxas após derrotas para Santos e São Paulo. Na base da conversa e com treino de posicionamento, Tite tentará reorganizar e reerguer o moral do setor defensivo, antes de respeito, ao levar apenas quatro gols na Libertadores, por exemplo, e que agora não consegue garantir vantagem.

Neste Brasileiro, a equipe saiu na frente de Figueirense, Sport, Santos e São Paulo e não conseguiu segurar ao menos o 1 a 0 como fez tão bem em 2011.

São 19 rodadas e, em 14, com o time levando gols. O setor ainda se ressente da saída de Leandro Castán, negociado com a Roma.

A direção, porém, prefere passar um voto de confiança para Chicão, Paulo André, Wallace e aos garotos Felipe e Antônio Carlos e não busca um zagueiro para a posição mesmo com a perda de Marquinhos, também na Roma.

"Se acontecem várias vezes, é preciso uma correção. Mas foi uma coisa atípica. Não estávamos acostumados a levar tantos gols ou perder de virada. Fomos muito bem nos dois clássicos e precisamos apenas ajustar", afirma, tranquilo, o gerente de futebol Edu Gaspar.

A calma vem pelo desempenho bom da equipe. "O time está jogando com vontade, entrega. Preocuparia se os resultados não viessem de outra forma, com o time desajustado."

Mas Gaspar também espera que a média de gols sofridos diminua, assim como os jogadores da defesa. "O desempenho até vem sendo bom, infelizmente não vieram os resultados. Então serve de alerta, nossa equipe tem de voltar a não tomar gols. Levamos cinco em dois jogos, uma coisa anormal", diz o lateral-esquerdo Fábio Santos.

Contra o Fluminense, amanhã, Paulo André cumpre suspensão e Wallace faz dupla com Chicão na dura missão de reorganizar o setor no Engenhão.

Estado de alerta. O lateral-direito Alessandro pediu, após a derrota para o São Paulo, que o time não se acomode. Ontem, Fábio Santos garantiu que isso não há e jamais existirá no grupo.

Os avisos dos mais experientes têm motivo. A equipe planejava virar o turno entre os oito melhores e longe do zona de perigo. Não cumpriu a meta de Tite, caiu para 12.º e ciente de que precisa melhorar seu aproveitamento, pois tem números piores do que em 2007, ano do rebaixamento.

Naquela fatídica temporada a equipe virou o turno com 26 pontos diante de 24 de agora, com as mesmas seis vitórias, só que com dois empates a mais. Na época, a defesa da queda era menos vazada: 13 contra 20 de agora.

MÉDIAS DE GOLS SOFRIDOS

COM TITE NO COMANDO

 

Brasileiro 2010

8 jogos e 3 gols (0,37 por jogo)

Paulista 2011

23 jogos e 16 gols (0,69)

Libertadores 2011

2 jogos e 2 gols (1)

Brasileiro 2011

38 jogos e 36 gols (0,94)

Paulista 2012

20 jogos e 14 gols (0,70)

Libertadores 2012

12 jogos e 4 gols (0,33)

Brasileiro 2012

19 jogos e 20 gols (1,05)

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