Defesa sofre mudanças e tem desafio de retomar prestígio

Wallace entra na zaga, Tite tem de improvisar na lateral-esquerda e espera que setor volte[br]a mostrar eficiência

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2011 | 00h00

A defesa do Corinthians ainda é a segunda menos vazada do Campeonato Brasileiro. Sofreu 12 gols, atrás apenas do ferrolho armado por Luiz Felipe Scolari no Palmeiras, que levou 11.

Mas, nas últimas rodadas o sistema defensivo do time de Tite entrou em parafuso. Passou a bater cabeça, sofrendo gols em cinco dos últimos seis jogos - justamente no período em que o time patinou na competição.

Esses erros na defesa custaram até a reputação do goleiro Renan, tido como grande promessa, que veio do Avaí com convocação para seleção brasileira no currículo, e atualmente é o segundo reserva.

No último jogo, contra o Ceará (2 a 2), já com Júlio César de volta ao gol, o setor não passou ileso. Houve erros em dose dupla. No primeiro gol do adversário, Chicão e Leandro Castán bateram cabeça e Osvaldo marcou. No segundo, o de empate do Ceará, a falha foi pelo alto até a bola sobrar limpa para Rudnei.

"Sabia que o Mancini iria usar esse artifício (bola aérea), e ali na área é muita atenção e concentração. A coordenação precisa de treinamento. Estou falando do Júlio, do Wallace. Foram 16 escalações diferentes. É treino", justifica Tite.

Contra o Atlético-MG, esta noite, haverá novas mudanças que põem em xeque o sistema do treinador. Wallace substituirá Chicão, que está suspenso pelo cartão terceiro amarelo, e Welder, que é lateral-direito, entra na esquerda na vaga de Ramon, machucado - Fábio Santos está na fase inicial de recuperação de fratura na clavícula esquerda.

Tite até relacionou a queda de aproveitamento do time à troca constantes de jogadores. "Oscilamos porque saíram muitos jogadores. E quando voltam não acontece de forma natural. O ritmo, o atleta retoma jogando. Foi o que aconteceu com o Alessandro, com o Liedson. Isso é natural", disse.

Não foi por acaso que no último treino o técnico treinou jogadas de bolas aéreas para acertar o posicionamento. Alex cobrava faltas para os atacantes, que eram marcados por Castán e Wallace, a dupla de zaga que vai enfrentar o Atlético-MG.

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