Deficientes querem prêmio em dinheiro na São Silvestre

Atletas esperam que organizadores ofereçam bonificações para os primeiros colocados em 2008

Amanda Romanelli e Valéria Zukeran, de O Estado de S. Paulo,

01 de janeiro de 2008 | 10h04

Cadeirantes e deficientes bateram recorde de participação na São Silvestre de 2007: foram 131 atletas. Agora, esperam maior reconhecimento da organização da prova, que não prevê prêmio em dinheiro para as categorias especiais. Os primeiros colocados recebem apenas troféus e medalhas. Veja também: Imagens marcantes da prova Queniana vence a prova feminina da 83.ª São Silvestre  Jaciel Paulino vence a prova de cadeirantes da São Silvestre Marizete fica satisfeita com segundo lugar na São Silvestre  Cheruiyot vence a 83.ª Corrida Internacional de São Silvestre  Vencedor entre os cadeirantes, o santista Jaciel Antonio Paulino, de 34 anos, corre em um "carro popular" - terminou o percurso de 15 km em 49min23. A cadeira de três pneus, que é importada dos Estados Unidos e atingiu 53 km/h na descida da Rua da Consolação, custa cerca de R$ 20 mil. "Fora o custo de manutenção", explica. "Por isso, acho que deveríamos ter uma contrapartida. Prêmios em dinheiro trariam mais gente para a corrida", avalia. "Infelizmente, a organização não vê nossa prova como parte da festa", lamenta. Jaciel, vítima de poliomielite, fez sua terceira participação na São Silvestre. Já somava um terceiro lugar (2005) e um vice (2006). Nesta segunda, disse ter sentido diferença no apoio do público. Segundo ele, menos gente torceu pelos cadeirantes. "Quando a nossa largada era mais próxima da saída das mulheres, tinha mais gente olhando, era mais legal. Agora, o pessoal só apareceu mais no finalzinho", comenta. Até o ano passado, atletas especiais largavam às 15 horas e a elite feminina, às 15h15. Em 2007, a largada feminina foi às 16h43. O ajuste de horário, aliás, é outra reivindicação. "Ainda está muito quente", afirma Jaciel, que teve problemas com hidratação - não conseguiu pegar a garrafa de água que ficava embaixo do banco. "O certo é que a nossa prova começasse novamente perto da saída feminina". Ou seja, perto das 16 horas.

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