Washington Alves /COB
Washington Alves /COB

Delegação brasileira ostenta QG hi-tech

Sistema com câmeras espalhadas por Londres permite resolver problemas rapidamente

Sílvio Barsetti e Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h06

LONDRES - A delegação brasileira em Londres dispõe de um exclusivo aparato tecnológico, cujo coração ocupa uma sala de acesso restrito do Crystal Palace, o local de treinamento e de hospedagem de várias modalidades olímpicas do País. A central de operações é equipada por um painel conectado online com centenas de câmeras espalhadas por Londres e parte de sua utilização permite acelerar a solução de ocorrências relacionadas ao "Time Brasil",

O primeiro incidente que mobilizou a central se deu quando da contusão da ginasta Laís de Souza, no dia 14, que resultou no seu corte dos Jogos. Assim que houve a comunicação à equipe coordenada pelo gerente geral de Gestão Estratégica do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Helbert River da Costa, o painel foi acionado. Por meio de um aplicativo desenvolvido nos últimos meses no Brasil, pôde-se se localizar em segundos qual o médico e o carro do COB mais próximos de Laís. Rapidamente, ela foi atendida. "Quando a luz no painel indica que a prioridade é alta, temos de ter respostas entre 20 e 30 minutos", contou Helbert.

A equipe utiliza-se também de softwares para acompanhar 24 horas o fluxo do metrô londrino e do principal aeroporto da cidade: Heathrow. Para facilitar o trabalho, 53 pessoas do staff do COB e 21 veículos utilizados pelo comitê em Londres são monitorados por GPS. Incluem-se nessa lista todos os chefes de equipe e médicos do grupo, além de outros agentes ligados à organização da missão brasileira em Londres. Eles têm o GPS acoplado ao telefone celular.

Os presidentes do COB, Carlos Arthur Nuzman, e os das confederações olímpicas do País não usam o equipamento. "É um recurso da área de administração", explicou Helbert. "Só há a intervenção do Nuzman se houver algo muito grave", disse Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo do COB.

Nas situações de alerta, há uma diversidade de chamados. Um caso ainda ontem pendente no painel tratava do reforço de toalhas para todos os atletas e comissões técnicas até o final das disputas. Não haveria número suficiente e o material ficaria escasso nos últimos dias da delegação em Londres. Para resolver o problema, foi aberta uma ocorrência, com prazo estipulado para uma solução.

Esse simples contratempo permite uma ideia da complexidade da operação montada no Crystal Palace - e que vai ter uma representação numa sala reservada do Time Brasil na Vila Olímpica. O COB tem um inventário de 250 serviços em Londres, como, por exemplo, os referentes à logística, uniformes, transporte, etc. Em todas essas áreas há desdobramentos. Clicando-se no item uniforme, pode-se ver quase 20 tarefas, cada qual com três responsáveis.

Montagem de mala, entrega de bagagem e controle de estoque são apenas alguns subitens do 'serviço uniforme' . "São várias áreas de atuação, com inúmeros recursos. Podemos até monitorar aqui da central um voo que tenha entre os passageiros alguém do Time Brasil. Aliás, já temos feito isso", disse José Finocchio Junior, consultor de gestão do COB. Ele trabalha diretamente com Helbert e Vanessa Schmidt, dirigente do setor. "Nenhuma delegação aqui em Londres conta com uma central de operações moderna e eficiente como a nossa", afirmou Helbert.

Para conseguir o acesso online das vias e dos principais meios de transporte de Londres, o COB contou com a colaboração da prefeitura do Rio, de quem partiu o contato com os londrinos para fornecer as informações ao comitê.

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