Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

Delegação do País elogia estrutura da Vila Olímpica

Única crítica às instalações, feita pela delegação de basquete, é a falta de ar-condicionado

Amanda Romanelli , Enviada Especial, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h10

LONDRES - Depois de quadras, pistas, ginásios e piscinas, há um lugar especial no imaginário de quem participa dos Jogos Olímpicos. A vila dos atletas é onde astros inatingíveis e iniciantes sonhadores se cruzam, seja no restaurante, seja na academia ou, talvez, em uma mesa de bilhar, na hora do lazer.

Apesar de toda a badalação, a vila dos atletas também é o lugar onde os competidores têm a liberdade de viver na maior proximidade possível da normalidade e, principalmente, longe do acesso da imprensa. Ou, pelo menos, quase sempre.

Ontem, a organização da Olimpíada de Londres liberou, a um número restrito de credenciados da imprensa, a primeira de duas visitas ao espaço em que quase 16 mil pessoas vão passar pelos próximos 15 dias.

A cada prédio que passa, a decoração entrega quem os ocupa. São bandeiras dos países, grandes ou pequenas, nas sacadas ou colocadas, de formas simples, na porta de entrada. O movimento, porém, é frenético. Gente de todo lugar do mundo vai de lá para cá, às vésperas da principal competição do mundo.

Estrutura elogiada. As instalações não são suntuosas, mas membros da equipe brasileira, com experiência em outras olimpíadas, elogiam a estrutura oferecida pelos londrinos. Bernard Rajzman, chefe da missão do País, diz que há televisões nos quartos pela primeira vez, com canais a cabo e transmissão ao vivo de todos os eventos dos Jogos. "Para mim, é a melhor vila desde 1976 (quando foi realizada Olimpíada em Montreal, no Canadá)."

O Brasil tem como vizinhas as delegações de Portugal, Canadá, República Checa e Casaquistão. Ocupa três blocos da Vila, em uma posição privilegiada. Está bem perto do restaurante e do "The Globe", espaço de entretenimento para os atletas. Ao País, estão reservadas 298 camas. Até ontem, 109 atletas já estavam instalados. Em cada quarto, desenhos de crianças que estudam em escolas públicas do Rio ornamentavam as paredes.

"É tudo maravilhoso. É muito bonito, digno dos ingleses. É impecável", diz o jogador de vôlei Giba, que disputa sua quarta Olimpíada e se coloca como um grande admirador da história e dos costumes dos britânicos. "E eles mantiveram aqui o padrão das casinhas, do transporte com os ônibus vermelhos."

O único senão da Vila Olímpica foi levantado pela seleção masculina de basquete. A temperatura em Londres, que bateu os 28 graus ontem, pegou de surpresa a equipe. E mostrou um detalhe que passou despercebido pelos organizadores: não há ar-condicionado nos quartos. "Não é nada que seja grave, e também já conseguimos a solução", disse o técnico Rubén Magnano. "Compramos ventiladores."

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