Margarida Neide/A Tarde
Margarida Neide/A Tarde

Delegada afirma que faltam elementos para indiciar Popó

Ex-boxeador chorou ao prestar depoimento sobre suposto envolvimento em assassinato na Bahia

TIAGO DÉCIMO, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 21h18

A delegada Francineide Moura, titular da Delegacia de Homicídios de Salvador, afirmou nesta quinta-feira que ainda não há elementos suficientes para indiciar Acelino Popó Freitas no caso do assassinato de Moisés Magalhães Pinheiro e da tentativa de homicídio do pintor Jonatas Almeida, namorado da sobrinha de 17 anos do ex-boxeador e amigo de Pinheiro.

 

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Na tarde desta quinta-feira, Popó passou quatro horas e meia na delegacia prestando depoimento, quando voltou a alegar inocência. De acordo com Francineide Moura, o ex-pugilista afirmou ter ido à casa de Almeida no dia do crime (9 de setembro) apenas para resgatar a sobrinha, que havia passado quatro dias seguidos no local.

Segundo a versão de Popó, o pintor não estava em casa na hora e eles não teriam se encontrado no mesmo dia. A sobrinha, que também participou do depoimento à polícia nesta quinta-feira, confirmou a história de seu tio.

Mais cedo, antes de conversar com a delegada, Popó já havia negado qualquer envolvimento no caso. "Só estava defendendo minha sobrinha, como qualquer pessoa faria", disse ao chegar na delegacia. O ex-pugilista também chamou atenção para o histórico criminal de Almeida, que está sendo processado por receptação de veículo roubado. "Sempre lutei por tudo que tive e agora vem um cidadão desses, com duas passagens na polícia, dizer que fiz uma coisa que não fiz", afirmou.

A delegada Francineide Moura confirmou que vai ouvir, nesta sexta-feira, quatro policiais que teriam visto os sequestradores de Almeida e Pinheiro. Segundo o pintor, ele e o amigo teriam sido algemados por dois homens que trajavam uniformes da polícia e levados para um matagal onde Pinheiro teria sido assassinado.

A delegada também aguarda os resultados dos exames periciais, previstos apenas para a semana que vem. "Pedi pressa nas análises, para concluir o inquérito o quanto antes", informou Francineide Moura.

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