Delegada ainda estuda ouvir André Domingos sobre crime

Velocista é amigo íntimo de acusado de matar 2 pessoas em Presidente Prudente

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h33

A Polícia Civil de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, informou nesta quarta-feira que ainda não descartou o depoimento do velocista e medalhista olímpico André Domingos sobre o latrocínio do empresário Edílson Alves, 35, e da secretária Vivian Matias da Silva, 23 anos, cujos corpos foram encontrados na terça enterrados num canavial do município de Santo Expedito, na região de Prudente. O casal estava desaparecido desde o dia 3 de março.O pedreiro Carlos Eduardo de Almeida Ribeiro, amigo íntimo de Domingos, confessou ter participado do latrocínio junto com João Batista Verçosa. Os dois levaram a polícia à cova rasa onde enterraram os corpos.Ribeiro ganhou um carro de Domingos, comprado na revendedora de Alves, que ficou de quitar o IPVA do veículo. Como Alves não fez o pagamento, de R$ 600,00, Verçosa e Ribeiro decidiram matá-lo. Rendido pela dupla, Alves ainda ligou para a secretária levar o dinheiro até onde estava com Ribeiro e Verçosa. Mesmo assim, a dupla matou a tiros o empresário e a secretária, que morreu como queima de arquivo.A delegada Ieda Maria Filgueiras, responsável pelo inquérito, disse acreditar que Domingos não tinha conhecimento do crime, mas que antes de dispensar o depoimento do atleta, pretende ouvir Ribeiro nesta quinta sobre detalhes do crime. "As investigações ainda continuam, somente depois de concluídas é que decidirei se vou ouvir ou não o André Domingos", disse a delegada.Segundo ela, André disse que conhecia Ribeiro porque, antes de ser um atleta reconhecido, trabalhou como pedreiro.Sem falar nadaEm São Paulo, onde disputa o Troféu Brasil de Atletismo, o velocista afirmou que tem evitado falar no assuntoporque muitas fofocas circularam em Presidente Prudente envolvendo o seu nome ao caso. Mas disse que vai depor na Polícia, assim que for intimidado, e contar tudo o que sabe sobre as pessoas envolvidas no crime."Inventaram muita coisa na cidade. Falaram que eu tinha um caso com ele [Ribeiro]. Só porque fui eu que o apresentei na revendedora, as pessoas ficam deduzindo as coisas. Falaram até que eu tinha sido preso em São Paulo e um monte de outras barbaridades. Transformaram minha vida num inferno", contou André Domingos, que confessou que o caso está atrapalhando sua preparação para o Pan.André confirmou que estava processando o assassinado Edílson Alves. "Ele vendeu um carro meu e não me pagou", explicou. (com Heleni Felippe, do Estadão)

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