Demian Maia aposta em treino de força e potência para vencer no UFC 170

Visando ao cinturão dos meio-médios, brasileiro se concentra no canadense Rory MacDonald

Lucas Gamboa, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 09h58

SÃO PAULO - Na reta final de sua preparação para o

Que diferença você percebe em sua preparação aqui?

DEMIAN MAIA - Eu gosto daqui por diversos motivos. Primeiro por conta do ambiente, só de atletas de alto rendimento, não é uma academia aberta, então a concentração é maior, você está mais focado em melhorar e o grupo de especialistas daqui, Irineu Loturco, Saulo dos Santos e Ronaldo Cardoso e aqui eles conseguem a partir dos instrumentos e da tecnologia medir meu desempenho treino a treino, então estou sempre acompanhando de perto aquilo que venho fazendo, não só intuitivamente mas objetivamente. E também pelo fato de estar perto de minha família e das pessoas que gosto. Até poderia treinar no exterior, mas em São Paulo me sinto melhor. 

Você sente diferença?

DEMIAN MAIA - Sim, muita. Eu consigo ser mais veloz em algumas posições que antes eu era mais lento. Acho que o principal são as transições. Quem souber executá-las com mais eficiência com certeza terá êxito. Hoje o nível é muito equilibrado, os que lutavam no chão aprenderam a lutar em pé, e vice-versa. O diferencial será mesmo quem for mais eficiente nas transições.

Sem Georges St-Piere, ex-dententor do cinturão dos meio-médios, quem você vê em condições de se tornar o campeão da categoria?

DEMIAN MAIA - Johny Hendricks, Robbie Lawler, tem eu, Rory MacDonald (próxima Luta), Carlos Condit, Matt Brown, Jake Alemberger. É uma categoria com vários atletas em condições de vencer.

Você se sente mais confortável lutando nos meio-médios?

DEMIAN MAIA - Sim, muito mais. A estrutura da categoria dos médios é muito maior que a minha.

Você pensa em lutar profissionalmente neste nível por mais quanto tempo?

DEMIAN MAIA - Como atleta, a cada dia eu me sinto melhor. Porque eu tenho melhores profissionais ao meu redor, tenho mais conhecimento, mas dizem que a partir de um momento começam aparecer as lesões, então vamos ver. Eu graças a Deus nunca tive.

Em sua última luta, assim como na do St Pierre contra Johny Hendricks, a arbitragem foi muito contestada, o que você acha que poderia ser feito para melhorar?

DEMIAN MAIA - Acho que tem que ser visto com mais seriedade, porque mudam muito as coisas. O erro provoca alterações muito grandes, eu acho que devem haver cada vez mais juízes laterais muito bem preparados e eu acho que poderiam mostrar round a round quem está ganhando, em qualquer esporte é assim, você sabe quem está ganhando e quem está perdendo durante o jogo. É muito complicado você não saber quem está ganhando quem está perdendo, e você sabe se o árbitro errou, ou não. Acho que fica mais justo, sabendo se você está ganhando ou perdendo.

O que você espera do Rory?

DEMIAN MAIA - É um adversário duro, bem preparado e versátil. Eu estou me preparando para chegar lá e ganhar, meu objetivo é lutar pelo cinturão, então estou focado e vou com o que tenho de melhor.

Tudo o que sabemos sobre:
UFCDemian MaiaLutasMMA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.