Demitidos funcionários que copiaram arquivos

Dez funcionários do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 foram demitidos por terem copiado arquivos sigilosos da organização dos Jogos de Londres que abordavam, entre outros temas, questões relacionadas à segurança do evento.

SÍLVIO BARSETTI / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h09

O mal-estar entre os dois comitês se deu na reta final da Olimpíada e deixou irritado o presidente do LOCOG (Comitê Olímpico de Londres), Sebastian Coe. Ele exigiu um encontro com Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em agosto, ainda em Londres, a quem manifestou seu desconforto com a atitude dos funcionários. Nuzman se desculpou com Coe e reconheceu que houve quebra de acordo. Ontem, em comunicado oficial, o Rio 2016 confirmou o afastamento do grupo que não respeitou o sigilo das informações.

Entre os punidos não haveria nenhum diretor do comitê. " Todos os arquivos foram recuperados e devolvidos e os funcionários foram desligados do Rio 2016", registra parte do texto elaborado pela Imprensa do comitê dos próximos jogos olímpicos. O presidente Nuzman não quis falar sobre o assunto.

Em Londres, o Rio 2016 contou com mais de 200 profissionais, quase todos incumbidos de fazer uma série de observações sobre o evento. A informação inicial do escândalo foi revelada na quinta-feira no blog do jornalista Juca Kfouri.

Apesar do constrangimento provocado pelo incidente, os organizadores das duas olimpíadas voltam a se encontrar em novembro, na sede dos Jogos de 2016, seguindo determinação do Comitê Olímpico Internacional (COI). Na oportunidade, Londres vai repassar ao Rio dados e novas informações a respeito do megaevento esportivo.

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