Denilson: moleque só em campo

Segundo Helvécio, pai do jogador, meia palmeirense deixou de dar trabalho. ?Hoje está mais responsável?

Bruno Deiro e Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

22 de outubro de 2008 | 00h00

Deixar um grande defensor no chão, como fez com André Dias, no clássico contra o São Paulo, domingo, não é novidade na carreira de Denilson. O atacante palmeirense já foi até capa do Marca, na Espanha, ao deixar Pujol, da seleção espanhola, caído após drible num jogo Bétis x Barcelona. Essas travessuras são festejadas por seu Helvécio, pai de Denilson, que hoje estará no Palestra Itália incentivando seu "grande ídolo do futebol". Acesse e acompanhe online o dueloÀs 22 horas, seu Helvécio estará com dona Amélia, sua mulher, e os filhos Dênis e Débora, nas cativas vendo, após oito anos, o filho encarando um time argentino. O Palmeiras faz o jogo de ida das quartas-de-final da Copa Sul-Americana diante do Argentinos Juniors. "Desde 2000, num duelo do Flamengo com o River Plate, não encaro um rival argentino", afirma o jogador, que entrará em campo "sob pressão". "Minha irmã (esteve com ela ontem pela manhã) me pediu para marcar um gol. Na verdade, ela sempre pede, é corneta", diz o atacante, feliz por estar ao lado da família - após muitos anos no futebol europeu, agora mora com os familiares em Alphaville. "Já sei para onde correr se marcar, né?: as cativas."Ainda buscando vaga entre os titulares, Denilson encontrou em casa apoio para dar a volta por cima na carreira, em queda nos últimos anos. "Ainda é um meninão, tem muitos anos para jogar bola", se emociona seu Helvécio, agarrado no alambrado vendo o treino. "Mas hoje está responsável, não fica mais na gandaia. Não dá mais trabalho", garante. Será? "Às vezes fica até de madrugada jogando videogame com o amigo Rodrigo (jogador do Taboão da Serra). Porém, sabemos que no outro dia não terá de acordar cedo.""Meu pai é meu fã, um boleirão, me ajuda muito", fica com lágrimas nos olhos Denilson, 31 anos. De seu Helvécio, aprendeu a não reclamar, a trabalhar duro e, a maior lição que traz é a de que "o mais importante é estar no grupo, ser importante".Por isso, não reclama da reserva. Vem entrando bem nos jogos e sabe que, como Kléber ainda não se garantiu para a próxima temporada, pode ser grande opção para Luxemburgo em 2009. E ídolo ele ainda é. Ontem, Jadet Meelarp, técnico do Chonburi F.C., da Tailândia, filmou o treino do Palmeiras e, no fim, fez questão de tirar foto com Denilson. Mais uma inspiração ao palmeirense.

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