Denílson: pensando no grupo

Reforço do Palmeiras promete jogar mais em função da equipe

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

13 de fevereiro de 2008 | 00h00

A fama de driblador é antiga. A de baladeiro também o persegue ultimamente. E o que o torcedor palmeirense verá em campo - talvez já no sábado, contra o Juventus, em Ribeirão Preto - não será aquele Denílson de São Paulo, quando o atacante despontou em 1994. O atleta garante que aprendeu a jogar em função do time, sem tantas firulas. E também não será o Denílson que se esbaldava nas festas brasileiras, quando vinha passar férias no País. São as promessas do jogador de 30 anos, que diz estar mais maduro e sonha voltar a vestir a camisa da seleção brasileira.O namoro de Denílson com o Palmeiras começou no ano passado, quando ele usou as instalações da Academia de Futebol para entrar em forma. Participou até de coletivos do time, mas acertou a ida para o Dallas, dos Estados Unidos. De volta, seguiu treinando no clube paulista até ter o contrato de produtividade assinado. "Tenho um salário fixo e, quanto mais jogar, mais receberei", explica. "Vejo isso como motivação."Poucos se lembram do futebol de Denílson, que passou também por Espanha, França e Arábia Saudita. "Depois de tanto tempo muita coisa mudou", falou o craque, em comparação ao início de carreira no Morumbi. "Tentei acompanhar a evolução do futebol, que prioriza a parte física. Estou mais experiente e jogando mais para o grupo", declarou. "Gostava de driblar, era tudo festa."Apesar de dizer que está mais ?calmo? em campo, Denílson promete continuar driblando. Com menos freqüência. "Continuo me divertindo, isso é o mais importante", contou. "Não vou mudar meu estilo de jogo, o drible é minha essência. Mas, se antes eu driblava 50 vezes, agora vou driblar só 20."Denilson só não gosta muito de falar de sua vida pessoal. E se defende quando questionado se gosta de farrear. "Eu vinha para o Brasil apenas uma vez por ano. E estava de férias. Era impossível ficar em casa", disse. "Eu curti e não me arrependo de nada. Se tenho de ser criticado por alguma coisa, é pelo meu rendimento dentro de campo."Até o fim do ano, Denílson tentará provar à torcida palmeirense que ainda tem muito futebol para mostrar. E, assim, pretende atingir também uma outra pessoa, o técnico Dunga. "Meu objetivo é voltar para a seleção brasileira, por isso tenho de trabalhar sério aqui", comentou.

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