Dentinho faz dois e evita novo vexame corintiano

Atacante abriu o placar no Castelão e empatou o duelo com o Ceará, por 2 a 2, no fim do jogo. Corinthians chega à terceira partida sem vitória

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2008 | 00h00

O Corinthians não sabe mais o que é vencer. Já são três jogos seguidos sem triunfo na Série B. Pior, parece estar desaprendendo a jogar. Depois de cair diante do Bahia, por 1 a 0, na rodada passada, em pleno Pacaembu, ontem só não saiu derrotado diante do Ceará, em Fortaleza, graças ao garoto Dentinho, autor de dois gols no empate por 2 a 2, no Castelão."Um empate com sabor de vitória, pois estávamos atrás no placar, após tomar dois gols bobos", festejou Dentinho, agora artilheiro do time no ano, com 15 gols. "Fiz dois gols de centroavante, mas não penso em artilharia e sim em ajudar a equipe", disse. "Porém, temos de melhorar", completou, já pensando no jogo contra o Paraná, sábado, em Curitiba.Com estádio lotado (51.064 pessoas, recorde de público na Série B), o Corinthians atrasou ao máximo a entrada no campo para não encarar a catimba dos cearenses - fizeram enorme festa para o confronto com os líderes da Segunda Divisão."Essa torcida emociona até os mais experientes. Precisamos fazer o melhor para recompensá-los, pois temos condições de ganhar do Corinthians", afirmou o experiente meio-campista Cleisson. Do lado corintiano, o discurso era de que a derrota frente ao Bahia ficaria para trás. Todos falavam em recuperar o bom futebol, de reencontrar o caminho do gol - falharam na hora H diante dos baianos, no primeiro jogo sem marcar na Série B.Discurso comprovado com apenas oito minutos, com Dentinho balançando as redes após aproveitar sobra. Beijo nos antebraços e na aliança. O garoto,naquele momento, se igualava na artilharia com os mesmos 14 gols de Herrera.Há 202 minutos o Corinthians não ficava em vantagem num jogo. A alegria durou apenas seis. Até Dênis dar condições para Luiz Carlos empatar. O atacante cearense voltaria às redes aos 28, em cobrança de pênalti duvidoso sofrido por Cleisson. "Nem encostei nele, ele se jogou", reclamou Elias.Preocupação? "Temos só de caprichar nas finalizações", disse um confiante Fabinho. Palavras endossadas por William e Felipe, confiantes em empate na fase final. Pediam apenas mais calma no momento de fazer o gol. Capricho e calma que não teve o argentino Herrera, dono das melhores oportunidades nos 45 minutos iniciais.Para evitar novo vexame, Mano Menezes resolver tirar peças que há alguns jogos não vêm rendendo o esperado: Dênis, Elias e Eduardo Ramos deram lugar para Carlos Alberto, Acosta e Saci.O Corinthians, mais na raça do que na técnica, começou a dar trabalho. Não fosse a falta de pontaria, chegaria logo ao empate. Pecava na mira, com insistência, até Dentinho, no fim, aproveitar nova sobra e garantir pelo menos um ponto para o time. Vale lembrar que desta vez Felipe foi muito bem, com três defesas importantes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.