Deola e Felipe dão início à reformulação do time

O técnico Luiz Felipe Scolari se reuniu com a diretoria do Palmeiras na semana passada e deu início às mudanças do elenco. Enquanto os dirigentes vão atrás de reforços, alguns jogadores do atual grupo, que não interessam mais ao treinador, deixam o clube. Ontem, foi a vez a do goleiro Deola e do meia Felipe se despedirem dos colegas.

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h07

Deola deve ser anunciado ainda hoje pelo Vitória. Ontem ele viajou para Salvador, onde vai acertar os últimos detalhes de um empréstimo até o final do ano. É o recomeço da carreira do goleiro, que apareceu como sucessor de Marcos, mas viu tudo mudar após a derrota por 3 a 2 para o Guarani, no Paulistão desse ano, quando foi apontado como um dos responsáveis pela eliminação da equipe no estadual.

Além disso, Felipão não morria de amores pelo goleiro. Deola foi, ao lado de Kleber, um dos líderes do grupo de jogadores que não queria enfrentar o Flamengo no Brasileiro do ano passado, após o volante João Vitor ter sido agredido por torcedores na frente do Palestra Itália.

Como tem contrato até dezembro de 2015, a intenção é que Deola volte no final do ano e permaneça no clube caso Felipão não renove contrato. A partir do jogo contra o Bahia, Raphael Alemão será o reserva de Bruno.

Chance desperdiçada. Quem também está de partida é o meia Felipe, que vai para o Atlético-PR. Ontem, o jogador esteve na Academia de Futebol para se despedir dos companheiros e nem chegou a treinar. O contrato com o Furacão será de quatro anos e em definitivo. O jogador chega ao clube com o aval do técnico Jorginho, com quem trabalhou no Palmeiras B.

Felipe deixa o Palmeiras como uma grande decepção. Ele foi emprestado no ano passado para o Guarani e no começo desta temporada disputou o Paulistão pelo Mogi Mirim. Nos dois clubes foi destaque e chegou cheio de moral ao Palmeiras.

Mas, durante os treinos e em todas as vezes que entrava nos jogos, o garoto não conseguia se destacar. Membros da comissão técnica alegam que ele não demonstrava personalidade e por isso não conseguiu brilhar.

Ele chamava a atenção durante os treinamentos apenas nas cobranças de faltas e escanteios. Ao lado de Marcos Assunção, tinha um aproveitamento muito bom durante o trabalho.

O meia disputou cinco jogos pelo Palmeiras neste ano, sendo quatro como titular e um em que começou como reserva. /D.B.

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