Depois da vitória, Lotus não quer falar em título

Tanto Kimi Raikkonen quanto Eric Boullier, piloto e diretor da Lotus, não querem nem ouvir falar nessa história de serem candidatos ao título depois da bela vitória de domingo, na etapa de abertura do Mundial, no circuito Albert Park, em Melbourne. E já a partir de amanhã o finlandês vai estar no autódromo de Sepang para a disputa da segunda prova, o GP da Malásia.

LIVIO ORICCHIO , ENVIADO ESPECIAL / MELBOURNE, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2013 | 02h06

Foi na edição da corrida de 2009 que Raikkonen acrescentou mais um história curiosa as muitas que protagoniza: enquanto os pilotos procuravam manter a concentração acreditando que Charlie Whiting, diretor da competição, autorizaria o reinício da corrida, interrompida por causa da chuva, Raikkonen, na época na Ferrari, apreciava tranquilamente seu sorvete fora do carro.

Sobre o seu momento e da Lotus, comentou: "Ganhei uma etapa e restam, ainda, 18. Aqui tudo funcionou. Não quer dizer que já no próximo fim de semana será assim. Outra pista, outra temperatura, outros pneus". A Pirelli levou para a Malásia os mesmos pneus médios de Melbourne e, em vez dos supermacios, os duros.

Para tirar das costas a responsabilidade que já começa a se formar, Boullier respondeu "não", domingo, na Austrália, ao lhe perguntarem se a sua organização poderia pensar em título. "Meu objetivo tem sido reconduzir a Lotus à condição de time de ponta. Ainda é cedo para dizer qualquer coisa além de que já somos um time de ponta".

A Lotus venceu duas das quatro últimas provas da F-1. A vitória anterior foi no GP de Abu Dabi do ano passado, antepenúltima do calendário, onde também Raikkonen demonstrou sua personalidade outsider, ao dizer no rádio da equipe: "Deixe-me sozinho, eu sei o que estou fazendo".

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