Pavel Golovkin/AP
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Depois de sucesso no Pan, Canoagem foca nos Jogos do Rio

Brasil fecha sua participação com nove pódios no Pan

Paulo Favero, ENVIADO ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 07h00

O Brasil conquistou um recorde de medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto na canoagem de velocidade. Foram duas medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze. “Antes, nossa melhor campanha tinha sido no Pan de 2007, no Rio, e com apenas uma de ouro”, afirmou Alvaro Koslowski, chefe de equipe da canoagem.

Isaquias Queiroz brilhou novamente nesta terça-feira, vencendo a prova de C1 200 m com o tempo de 39s991. Ele deixou para trás por boa margem o canadense Jason McCoombs, campeão mundial júnior de 2010. “O Isaquias ficou com dois ouros e uma prata. Foi o grande destaque de nossa equipe”, disse Alvaro.

No quadro geral de medalhas da modalidade no Pan, o Brasil ficou na terceira posição, atrás apenas de Cuba e Canadá, que tiveram uma a mais no total. “O balanço que fazemos é que foi muito bom. Nós nunca tínhamos ficado entre os três países na canoagem, e ficamos próximos do Canadá, que é referência mundial. Em todos os aspectos houve superação”, afirmou Alvaro.

Nesta terça-feira, quando foram disputadas as provas de 200 m, Edson Isaías faturou a prata no K1, ficando entre Canadá e Equador. Depois, no K2, ao lado de Hans Heinrich Mallmann, ganhou o bronze, desta vez superado por Argentina e Cuba. “Competi contra quatro finalistas olímpicos no K1 200 m, um deles, o canadense, que já é medalhista. A vitória é por detalhes, não tem como dizer quem é o favorito. Com esse resultado, a expectativa é muito boa para os Jogos Olímpicos de 2016”, afirmou Isaías, festejando as duas medalhas.

Nas provas de 1.000 metros, na segunda-feira, o Brasil havia faturado um bronze no K2 (com Celso Dias e Vagner Souta) e um quinto lugar no K1 (com Celso). O K4 1.000 m, que também teve Roberto Maehler e Gilvan Bitencourt, ficou com a prata no domingo. Foram quatro medalhas em cinco possíveis.

OTIMISMO

No feminino, Valdenice Conceição, bronze no Mundial do ano passado, repetiu a medalha no Pan, atrás de Canadá (ouro) e Equador (prata). “É muito bom ver o resultado de um longo trabalho. É uma honra poder representar o País e conquistar uma medalha”, diz Valdenice. No caiaque feminino, Ana Paula Vergutz e a irmã Beatriz ficaram em sexto no K2 200 m. Edileia dos Reis terminou em quinto no K1 200 m. Cuba, de Yusmari Mengana, ganhou o ouro nas três provas.

“O grande resultado foi colocar outros atletas no pódio, o que mostra que estão crescendo tanto no feminino quanto no masculino. Os atletas foram bem até em provas nas quais não ganhamos medalha. Houve uma evolução, e isso mostra que os recursos estão sendo bem investidos”, disse Alvaro Koslowski.

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