Deportados americanos pró-Tibete

Oito norte-americanos detidos em Pequim por se manifestarem a favor do Tibete nos Jogos Olímpicos foram deportados depois de protestos da embaixada dos Estados Unidos, segundo informou a ONG Estudantes por Um Tibete Livre. Os manifestantes estavam entre as dezenas de estrangeiros que burlaram os controles de segurança na capital chinesa para protestar pela independência do Tibete durante os Jogos. Os norte-americanos ficaram detidos por dez dias por terem exibido uma faixa com os dizeres "Tibete livre" perto de uma das sedes dos Jogos e por outras manifestações menores. De acordo com a ONG, o britânico Mandie Mckeown e o tibetano German Florian Norbu Gyanatshang continuam presos."Tibetanos e analistas do Tibete temem uma escalada de restrições do governo chinês na região depois do encerramento dos Jogos Olímpicos", disse a entidade em um e-mail divulgado no domingo.?PROTESTÓDROMOS?Os pedidos pela independência do Tibete foram o centro das demonstrações de protesto ao redor do mundo durante o percurso da tocha olímpica, antes do início dos Jogos. As manifestações foram provocadas pelas severas medidas adotadas pela China para conter distúrbios ocorridos em Lhasa, a capital do Tibete, em março, quando a região foi totalmente isolada pelo governo. O Tibete foi invadido e incorporado pela China em 1950.Antes dos Jogos, o governo chinês chegou a criar "protestódromos", espaços longe do centro onde manifestações seriam permitidas. Dessa forma, os inevitáveis protestos em defesa do Tibete não teriam de ser reprimidos totalmente e a China pareceria mais democrática aos olhos do Ocidente. Mas a iniciativa não funcionou.

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