Deputados de três Estados dos EUA aprovam leis para vetar meninas trans em esportes femininos

Deputados de três Estados dos EUA aprovam leis para vetar meninas trans em esportes femininos

Opositores dizem que tais medidas são discriminatórias e defendem a inclusão de estudantes transgêneros nas atividades esportivas escolares

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2022 | 02h12

Deputados de três Estados dos Estados Unidos — Arizona, Oklahoma e Kentucky — aprovaram projetos de lei que proíbem jovens transgêneros de participar de esportes femininos. A ação é a mais recente de uma enxurrada de legislação estadual dos republicanos sobre uma acalorada questão do ano eleitoral.

Além do "Ato para Salvar os Esportes Femininos", patrocinado pelos republicanos, os legisladores do Arizona aprovaram uma legislação que proibiria os médicos de fornecer cirurgias de afirmação de gênero a menores. Ambos os projetos estão agora a caminho da mesa do governador Doug Ducey, que também é republicano.

O Arizona aprovou ainda um terceiro projeto de lei que proibiria o aborto após 15 semanas de gestação. Os votos caíram em grande parte ao longo das linhas partidárias. "Por que estaríamos legislando bullying contra crianças que querem... participar de esportes?", disse a deputada democrata Kelli Butler em um discurso emocionado na quinta-feira, dia 24. "Esse não é o país que eu conheço e do qual tenho orgulho de fazer parte."

Um projeto de lei com o mesmo título "Ato para Salvar os Esportes Femininos" foi aprovado no Legislativo de Oklahoma na sexta-feira, dia 18. Em Kentucky, os legisladores aprovaram o SB 83, que proibiria meninas transgênero de participar de esportes femininos da sexta série até a faculdade. O texto agora vai para o governador, Andy Beshear, um democrata. 

O escritório do político não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, mas os democratas geralmente apoiam os direitos das pessoas LGBTQ+ e se opõem às restrições à participação em equipes esportivas para estudantes transgêneros. Os defensores dessas proibições argumentam que elas são necessárias para garantir que os atletas transgêneros não tenham uma vantagem injusta. Os opositores das proibições, incluindo defensores de pessoas transgênero e organizações como a Women's Sports Foundation, dizem que tais medidas são discriminatórias e defendem a inclusão de estudantes transgêneros nos esportes escolares.

Governadores de Estados como Texas, Alabama, Mississippi e Iowa já assinaram projetos de lei que proíbem meninas transgênero de competir em esportes femininos. Textos semelhantes foram vetados pelos governadores de Utah e Indiana nesta semana, sinalizando a relutância de alguns líderes republicanos em se alinharem ao partido mais amplo que vê a questão como uma estratégia vencedora para atrair eleitores antes das eleições para o Congresso dos EUA em novembro.

Parlamentares republicanos em ambos os Estados disseram no início desta semana que planejavam anular os vetos dos governadores /Reuters.

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